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O sol descia a pique, naquele dia em que no noticiário anunciavam as primeiras chuvas do verão mais quente dos últimos anos. Talvez fosse o primeiro presságio de uma mudança brusca na normalidade das coisas. Eu sentia remorsos por não acreditar na incerteza do céu: por vezes também ele chora, com saudades do chão. De todas as analogias possíveis, as piores são as que se parecem fabricar em torno de nós. Foi isso, talvez, que nos aconteceu. Ao longe chegava o vazio no telemóvel. Noutros tempos a tua voz teria sido suficiente para me fazer acreditar que a chuva vem de passagem. Mas a tua voz teimava em não chegar. As tuas palavras teimavam em não aparecer no pequeno ecrã do meu telemóvel. A ansiedade, por vezes, corrói-nos por dentro, como um ácido dado em doses mínimas – o suficiente para nos queimar as entranhas. Tudo o que começa, tem de acabar. Infelizmente, quando nos meteram no mundo, não nos ensinaram a lidar com o fim das coisas. Devagar, tal como a chuva, as tuas palavras começaram a despenhar-se. Havia, de facto, ventos de mudança. Disseste-me que o amor não é uma força suprema, nem ele consegue carregar alguns pesos. As coisas arrefecem, até no verão da alma. Eu não quis acreditar no que dizias. Talvez porque custa aceitar a nossa fragilidade, os erros de julgamento, as inconsistências de uma relação. Custa sobretudo aceitar as falhas – mesmo sabendo que sempre existiram e existirão. De repente o céu tinha desabado, lá fora e cá dentro. A raiva tomou conta de tudo. Como queixar-me do caos, se fui eu que lhe abri a porta? Devagar, todas as paredes parecem cair. Somos casas de madeira, talvez, sem força para aguentar as tempestades - embora eu julgasse sermos feitos de pedra. Agora vejo a efemeridade do amor eterno. Depositamos esperanças em alguém, abrimos as portas, mostramos as fissuras. Partilhamo-nos. Julgamos ter tempo, porque a eternidade não tem pressa. Até que o tecto cai e o chão debaixo dos nossos pés deixa de existir. O amor é um jogo viciado, sei lá. E depois do adeus fica o travo amargo da solidão. As memórias de tudo o que um dia era belo, como a última luz de um dia de verão. Choramos para dentro, de modo a que não nos vejam a chorar.(...)

Quando me meti em aventuras na poesia experimental. #pedrodrigues #filhosdomondego #letras365 #arte_criativa #arteemfoco #brasil #portugal

Sou da opinião que há uma força dinâmica que equilibra isto tudo. Hoje, na minha leitura matinal, dei de caras com uma frase - no Princípio de Karenina, do Afonso Cruz - que partilhei na altura: "A minha única arma era a teimosia de um sonho." Talvez tenha sido essa mesma força a alertar-me, a empurrar-me para aquelas palavras que, momentos mais tarde, viriam a transformar-se neste momento, capturado nesta fotografia. Assinei, há pouco, o meu primeiro contrato com uma editora de primeira linha, a @culturaeditora . Hoje, raramente me perguntam quais são os meus sonhos (já não sou uma criança, já não os devo ter), mas sempre que a pergunta surge, eu respondo da mesma forma: viver da arte, para a arte. Do sonho à realidade há um percurso de trabalho, dissabores e outras coisas que não são tão bonitas como algumas fotografias e vídeos fazem parecer nas redes sociais. Bem, mas o que interessa é que teremos novo livro no início do próximo ano. Ansiosos? [Obrigado à @agenciadasletras personificada no @joaogon e na @luizadelmonaco que, seguindo a lógica do @zackmagiezi, me disse que eu estava muito galã nesta fotografia] #pedrodrigues #badboy #novelist #photography #letras365 #love #writersofig #nofilter

A fotografia que o meu amigo @zackmagiezi me tirou quando cá esteve. #pedrodrigues #badboy #novelist #brasil #portugal #zackmagiezi #throwback #love

Tinha isto aqui perdido pelas notas do telemóvel. #pedrodrigues #filhosdomondego #letras365 #arte_criativa #arteemfoco #brasil #portugal

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