#axe365dias

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🎶💿Nada mal! Curtir o Terra Samba não é nada maaaaal. Que legal! É só entrar no clima e liberaaar geral!💿🎶
Para a nossa postagem 200, resolvemos trazer um disco que chegou acabando com tudo, em 1998. Com uma sequência de músicas devastadora que até hoje, ai meu Deus, eu só quero entendeeeer! O show “Ao Vivo e a Cores” foi eleito Melhor Show brasileiro de 99 pelo canal Multishow. Já o disco “Terra Samba ao Vivo e a Cores” foi o mais vendido de 98 e está na lista dos 10 discos brasileiros mais vendidos de todos os tempos. Vai completar 20 anos e até hoje tá tirando onda, tá tirando ondinha... é o mais vendido da história da Bahia. Foram 2,45 milhões de cópias vendidas, que o colocou em um seletíssimo grupo de que fazem parte apenas o Terra, Xuxa, Os Manonas Assassinas, Leandro & Leonardo, SPC e o Padre Marcelo Rossi (não... esse que você pensou tem especial de final de ano e tal, mas não tá aqui não!). A gente podia passar um dia inteiro falando sobre o disco ao vivo que Reinaldo & cia gravaram em Beagá, mas preferimos deixar uma dica quentíssima aqui: ouça esse disco AGORA! Ele dá boas pistas sobre como esse povo que sofre com fome, que passa mal, vai batucar na panela vazia e fazer carnaval! Dá o play, que tá na hora do treme-terra!
🙌🏿🎉🙌🏿🎉🙌🏿❤❤❤
@terrasamba10 @reinaldinhooficial #200 #axe365dias #axe365 #terrasamba #terrasambaaovivoeacores #salvador #bahia #carnaval #axé #ilustration

🎶🎶“Cheiro bom que vem da Argentina, que eu comprei lá no Paraguai…”🎶🎶
Nada a declarar sobre esse líquidozinho doooce, que vem comprimido dentro de um frasco de vidro e dá aquele barato. Dizem que o clássico tem o bico verde e que é prudente enrolar o vidrinho com fita crepe, porque é comum ele estourar e acabar causando algum corte. Mas nós, aqui do axé365, nunca vimos nem cheiramos, só ouvimos falar.
@tucafernandes @bandajammil #axe365dias #axe365 #salvador #bahia #carnaval #axé #ilustration

Ele é nordestino, gostoso, saudável, foi feito sem planejamento e faz o maior sucesso em praias e festas de largo, principalmente o carnaval de Salvador... claro que essa podia ser a descrição de algum colaborador do Axé365, mas estamos falando é do danado do queijo coalho! Iguaria tradicional da região nordeste, o coalho ganhou o país inteiro por ser bem mais saudável do que a grande maioria dos queijos e ser muito gostoso, diferente de quase todos os queijos de baixa caloria. O Coalho não foi desenvolvido propositalmente... ele surgiu por um desses felizes acasos: quando viajavam, os sertanejos costumavam carregar pequenas quantidades de água ou leite nos seus matulões (que são bolsas feitas com tecidos de vísceras de bois ou bodes, normalmente). Acontece que muitas vezes algumas enzimas digestivas permaneciam no material usado para fabricar as bolsas e, quando o leite era carregado nele, costumava coagular e virar um tipo de pasta bem saboroso - assim surgiu o queijo coalho (ou queijo de coalho). Nas praias e festas, eles chegam em tirinhas enfiadas em palitos, que são sapecados direto no fogo e fazem a festa da galera. Os vendedores são verdadeiros artistas, sacolejando seus malabares flamejantes em espaços onde pessoas comuns têm dificuldade até pra se coçar. O churrasquinho de gato que nos perdoe... mas, com melaço, orégano ou puro mesmo, o queijo coalho é a fonte de proteína oficial das praias e festas de largo do nordeste inteiro.🏖☀️😋😍😋☀️🏖
#135 #axe365 #axe365dias #queijocoalho #coalho #queijinho #carnaval #salvador #bahia #ilustration

🎤🎶“Meu desespero ninguém vê. Sou diplomado em matéria de sofrer”🎶🎤
Oscar da Penha nasceu no bairro de Nazaré, em 1924. Em 1944 já fazia parte do time de cantores do programa Campeonato do Samba, da Rádio Sociedade. Pouco mais tarde é chamado para o programa Parada de Calouros Eucalol, onde é batizado como Batatinha – apelido que não o agradou de cara, mas caiu nas graças do povo e ajudou a popularizá-lo. Foi nessa época que começou a compor seus sambas. Em 1954, tem o samba Jajá da Gamboa gravado por Jamelão. Em 1957, Glauber Rocha usa a música Diplomacia no filme Barravento. Mas a maior intérprete da sua obra foi Maria Bethânia. Grande admiradora da música de Batatinha e principal responsável pela projeção nacional do artista. O último trabalho de Batatinha – o CD Diplomacia – é uma verdadeira obra de arte do samba. Contou com as participações de Maria Bethânia, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jussara Silveira, Riachão, Walmir Lima, Nélson Rufino e Edil Pacheco. A capa foi assinada pelo artista Carybé. O disco foi lançado em 1997 e, infelizmente, Batatinha não chegou a vê-lo pronto. Escreveu Paulinho da Viola: “Eu coloco Batatinha ao lado de um Nélson Cavaquinho e um Cartola, no nível da poesia popular mais pura. Digno representante do samba mais verdadeiro que conheço".🥔🥔🥔
#80 #axe365dias #axe365 #batatinha #sambadabahia #salvador #bahia #carnaval #axé #ilustration

🎶🎹“Ei você, venha logo pra cá! O que é que tu espera dessa vida fera ou do carnaval? Quando a esperança é como lança nas lembranças, nas corridas que nos levam sem parar. Quero beijo, quero beijo, quero beijo, quero te beijar”🎹🎶
O nosso homenageado de hoje é um grande maestro, arranjador e compositor; regente respeitado e autor de obras que são executadas por grandes orquestras. “Ói a viagem dos cara: vem homenagear músico erudito na página de axé...”, você deve tá pensando, né? Pois saiba que, três décadas atrás, no controle de um teclado, ele foi um dos responsáveis por formatar musicalmente o que, mais tarde, ganhou o nome de axé music. Ele era conhecido como Alfredinho Moura e era o tecladista e arranjador da banda que Wesley Rangel montou no estúdio WR. Era um grupo formidável, que gravava jingles publicitários e servia como base para gravação dos sucessos da grande maioria dos artistas e bandas lançaram aqui na Bahia, no começo dos anos 80... no final de 82, os artistas resolveram fazer músicas próprias, adotar o nome de banda Acordes Verdes e puxaram o bloco. A banda, que contava com nomes como Luiz Caldas, Carlinhos Brown e Toni Mola, ainda é considerada por muitos a mais virtuosa das bandas de trio elétrico. Alfredinho era o principal arranjador do estúdio em que as bases da axé music foram moldadas. O maestro Alfredo não acha, como tanta gente, que o axé está chegando no fim... como bem disse Cezinha (que era o baterista da maravilhosa Acordes verdes): “Tão falando que tá acabando, mas tão falando da axé music”. Para Alfredo o axé mudou completamente, dos anos 80 para cá: “mudou tudo. Acompanhou o avanço da tecnologia... se profissionalizou ainda mais. Principalmente no que diz respeito a gravação e arranjos... enfim: consolidou, né?”. Se Alfredinho diz isso, você acha que é o Axé365 que vai desdizer?! Chama na dedilhada, maestro (lá ele)!!🎹🎹🎶🎵🎼
@alfredomoura2012 #192 #axe365dias #axe365 #alfredinhomoura #alfredomoura #salvador #bahia #axé #ilustration

🎤🎶“Eu vou convocar as novinha bem assim: Pra fazer o aquecimento e sentar devagarinho! Devagarinho, devagarinho, devagarinho, devagarinho. Desce, novinha, com a mão no joelhinho!”🎶🎤
Tonny Sales aprendeu a se virar desde cedo… ou, como diriam os filhos de Chitãozinho e Xororó, aprendeu a rebolar. Foi criado apenas pela mãe que, desde cedo, o incentivou a trabalhar para ganhar o seu dinheiro. Aos 9 anos, Tonny começou a trabalhar como ajudante de mecânico em uma oficina de refrigeração; com 10 anos começou a fazer pequenos shows com um grupo formado por amigos. Tony pegou o jeito de fazer esse negócio de música e, além de cantar e dançar, aprendeu a tocar percussão, bateria, baixo e guitarra (mas é o Tonny ou o Sandi Júnior?!). Em 1999, aos 18 anos, assumiu os vocais do Cafuné e 3 anos depois substituiu Compadre Washington no É o Tchan (que responsa, amigo!)... foram 4 anos cantando na banda de pagode mais querida do mundo inteiro. Em 2006 saiu do Tchan e criou o grupo Ragathoni, que trazia uma proposta moderna, que misturava pagode com funk e teve uma boa receptividade entre os jovens. Em 2014 foi a vez de substituir outro grande artista em uma grande banda - na verdade, eu tô sendo bem modesto ao chamar de grande artista... porque ele assumiu o Parangolé, no lugar do gigante! À frente do Parango, Tonny trouxe o pagofunk para a banda e vem conseguindo dar uma nova cara à banda de pagode mais polivalente e inovadora que já tivemos! Além de gravar e cumprir uma extensa agenda de shows, Tonny precisa arrumar tempo e energia para dengar a maravilhosa Scheila Carvalho. Pra completar, este ano ele ainda deu um jeito de participar do programa Dancing Brasil, da Record... haja gás pra esse moço, hein?! 💥⚡️💙⚡️💙⚡️💥
@tonysallescantor @scheilacarvalhooficial #160 #axe365dias #axe365 #tonysalles #salvador #bahia #carnaval #axé #ilustration

🎤🎶“Quebra aê, quebra aê. Olha o Asa aê!”🎤🎶
O Asa já se deu bem no swing da tartaruga, já topou a dança da manivela, já brincou de pintor e até se satisfez na dança do vampiro. Mas o barato dessa banda sempre foi botar a galera pra se mexer. Aliás… qua galera é essa, meu irmão? 🦅❤🦅
@bandaasadeaguia @durvallelys #0035 #axe365dias #axe365 #salvador #bahia #carnaval #asadeáguia #axé #ilustration

🎶🎸“Um passo plugado no mundo inteiro, um rock prensado pro carnaval! É o tempo no espaço, é um povo em peso. Balançando na voltagem do farol”🎸🎶
O ano era 1985. O Brasil redescobria a democracia, depois de 21 anos de um regime que sufocava qualquer manifestação que fugisse do convencional e o rock, com suas baterias progressivas e muito riff de guitarra, era a trilha sonora que embalava a redescoberta da liberdade. O que ninguém esperava era que um guitarrista descalço e cabelos longos começaria, a partir das ruas de Salvador, uma revolução. Uma revolução musical que colocaria a Bahia no mapa da indústria fonográfica e mudaria para sempre os mercados brasileiros da música e do entretenimento. Ele levou os olhos do país a apontarem para Salvador e enxergar o que estava acontecendo lá. Não podemos deixar de o rock ’n roll que explodiu no Brasil no finalzinho dos anos 70 acabou sendo a grande referência que permitiu as transformações que, no começo dos anos 80, deixaram o ritmo baiano com uma pegada mais pop e permitiu que rompesse as fronteiras do Estado, para conquistar o país inteiro. Muitos dos grandes nomes dos blocos de trio do começo dos anos 80 tiveram o rock como uma das suas principais referências musicais: Ricardo Chaves começou a sua carreira musical tocando baixo e cantando em uma banda de rock chamada Fim da Estrada; Antes de formar o Chiclete com Banana, os irmãos Marques tocavam numa banda de baile chamada Scorpions, que, como o nome já diz, tinha um repertório recheado de rock ‘n roll; o Asa de Águia começou como banda de rock e isso só mudou quando foi convidado para tocar no Trio Paes Mendonça... Durval Lelys conta que contratou três percussionistas e, antes daquele carnaval acabar, pensou: Vamo virar axé! – “O pessoal gostou do resultado e a gente foi mudando... tanto que, no segundo disco, na música Qual É, eu brincava: ‘Asa é rock? É axé? Qual é?’ ”. Por essas e outras que, no Dia Mundial do Rock, não poderíamos deixar de prestar a nossa homenagem a esse ritmo que, desde o final dos anos 40, faz gente do mundo inteiro tirar o pé do chão!✨🤘🏾🤘🏾🤘🏾✨
#194 #diamundialdorock #axe365dias #axe365 #salvador #bahia #carnaval #axé #ilustration

🎶🎤“O bad boy não brinca. O bad boy não falha. Só quer te proteger”🎤🎶
Entre 1970 e 1976, o jovem Durval Lelis Tavares era figura frequente na Escola de Música da UFBa. Apaixonado por música desde cedo, Durvalino estudou e quase terminou o curso de violão clássico. Mas a formatura veio no curso que fez ao mesmo tempo que o de música, também na UFBa: Arquitetura. Sua primeira experiência profissional foi com o renomado arquiteto Giuseppe Mazzoni, depois disso foi arquiteto do Banco Econômico; durante todo esse tempo, o amor pela música continuou muito presente na sua vida e, sempre envolvido com o mundo da música, Durval acabou sendo um dos fundadores do Bloco e da Banda Pinel, onde tocou junto com artistas como Ricardo Chaves e Daniela Mercury. Acontece que, ansioso por mais liberdade para fazer a sua música, Durval decidiu deixar o Pinel e criou a banda Asa de Águia. No Asa, ele pôde explorar toda sua criatividade musical e teatral: lá, além de compor e cantar alguns dos grandes sucessos do axé nos últimos 25 anos, criou personagens que fizeram a festa do público nos carnavais. Conde Draculino, Salvador Dalino, O Rei da Rua e o Bad Boy são alguns dos personagens a que Durval Lelys deu vida na avenida. Nessa multidão de mais de 20 personagens criados, quem brilha mais forte é o bom e velho Durvalino!
@durvallelys #073 #axe365dias #axe365 #durvallelys #durvalino #bahia #carnaval #axé #ilustration

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🎶💿Nada mal! Curtir o Terra Samba não é nada maaaaal. Que legal! É só entrar no clima e liberaaar geral!💿🎶
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@terrasamba10 @reinaldinhooficial #200 #axe365dias #axe365 #terrasamba #terrasambaaovivoeacores #salvador #bahia #carnaval #axé #ilustration

🎶🎤“Quando eu cheguei tudo, tudo, tudo estava virado. Apenas viro me viro, mas eu mesma viro os olhinhos”🎶🎤
Muito antes de Ivete, Daniela e Claudinha. Antes, mesmo, de Margareth, Marinês e Sarajane, foi ela a primeira mulher a soltar a voz em cima de um trio: Bernadete Dinorah! Foi no carnaval de 1976 – e tem gente que garante que, mais do que a primeira mulher, Bernadete (ou Baby Consuelo, como era conhecida na época) foi a primeira pessoa a cantar em um trio... conta a história que, mesmo antes de Moraes, Baby usou um microfone ligado ao cabo de uma guitarra, para botar a boca no mundo! Seja como for, essa niteroiense tão baiana e tão incrivelmente nova, escreveu seu nome na história da música brasileira, assim como na história do carnaval de Salvador. Com certeza ela não imaginava no que iria dar aquela história, quando fugiu de casa aos 17 anos e foi se parar em Salvador. Isso aconteceu em 1969 e, chegando na boa terra, ela conheceu uma galera que tava tentando fazer um som e se juntou a eles. No ano seguinte, ela e esses amigos lançaram o disco É Ferro na Boneca e chamaram a atenção do país inteiro. Parte dos inesquecíveis Novos Baianos e dona de uma voz inconfundível, Baby é uma verdadeira explosão de energia. Talento nato, personalidade marcante e aquele quê de irreverência que só quem é baiano sabe ter, né mores? Baby é, como diria ela mesma, telúrica. Feliz aniversário, Baby! Que você continue sendo essa menina que dança e dança!
🎉✨🎂🎂🎂✨🎉
@babydobrasiloficial #199 #axe365dias #axe365 #babydobrasil #babyconsuelo #novosbaianos #salvador #bahia #carnaval #axé #ilustration

Antes de inventarem os carros de apoio já existiam os bróder do isopor, sempre chegando junto e dando aquele chega pra lá na sede. A galera dazantiga conta que na época do carnaval de mil novecentos e dezessetecetecentos, quando ainda tinha pouco vendedor com isopô, nego ficava rico e a zorra... diz que quando acabava o carnaval, só se via a galera pegando os buzu executivo (daqueles menorzinho, da BTU... que tem ar-condicionado e tudo) e indo fazer compra em Miami: era cada bermuda da Mitchell e camisa da His... mas aí a turma do olho gordo viu que o negócio tava dando dinheiro e acabou todo mundo indo na onda. Tanto que teve uma época que nenhum guri queria ser jogador de futebol nem astronauta, não: era vendedô de isopô pra lá, vendedô de isopô pra cá... aí a concorrência aumentou e a bufunfa que era farta começou a ficar curta. Teve ano de ter mais vendedor do lado de fora das corda dos bloco, do que folião dentro. Aí acabou a boa remuneração do cargo, mas ficou o status. Sim, porque como não respeitar aquela pessoa que tem água, refri e aquela breja geladinha? E mais: que sempre tem, malocado por debaixo das outras, aquela Heineken ou uma Budweiser, pra quem não tá afim de ficar na Schin/Skol? (Não que a gente aqui do Axé365 tenha alguma coisa contra Schin e Skol, hein?! Inclusive, se você for abrir uma, já separe mais dois copo e manda a localização pra gente, pelo whatsapp!). Mas, falando sério, o bróder do isopor – que, às vezes, tem mais jeito de vô do que de brother... que muitas vezes é uma moça e outras é só um meninote – é uma pessoa que tá correndo atrás do dele; tá ralando forte, enquanto a gente tá brincando. O(a) ambulante é um personagem clássico e importante do nosso carnaval e de praticamente qualquer festa de largo que acontece no país. A galera do Axé365 lhes deseja boas vendas sempre e muito axé!
🍺🍺🍺🍺
#198 #axe365dias #axe365 #broderdoisopor #ambulante #salvador #bahia #carnaval #axé #ilustration

🎶🕍“Vou lhe mostrar, pra ver como é que é. No meu Brasil  não tem nada igual. Vem da Bahia, menina, no Guetho Square Candyall. Onde o cacique é o rei do carnaval…”🕍🎶
Inaugurado no final de 1996, o Candyall Guetho Square foi criado para abrigar a sede administrativa, o estúdio de gravação e a quadra de ensaios da Timbalada. É um prédio inusitado, com uma abóbada em formato de pirâmide; no pátio, esculturas metálicas formam timbaleiros futuristas e as árvores têm timbais como frutos. Ele recebeu um estúdio de ponta, com equipamentos de primeiro mundo e projeto acústico moderno, mas o ponto alto do lugar era mesmo a quadra de ensaios que, convenhamos, é um espetáculo à parte: uma excelente estrutura, com camarotes, sanitários, bares e um palco posicionado no centro do espaço – que dava a todos uma boa visão do palco. Lá os cantores davam o comando para os foliões darem a volta no Guetho e a galera corria ao redor do palco, ao som dos timbais! Foi daí que surgiu o “vamos dar a volta no trio”, que rola até hoje. Os míticos ensaios da Timbalada, que aconteciam aos domingos, transformaram o Guetho em um dos points do verão baiano e ficaram conhecidos nacionalmente. Aquele palco recebeu artistas do porte de Marisa Monte, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Benjor, Ivete Sangalo, Arnaldo Antunes, Daniela Mercury e Margareth Menezes. Os ensaios aconteceram até o verão de 2003, quando, por pressão dos moradores dos arredores, precisou parar de acontecer no local. O Guetho manteve o estúdio e as atividades administrativas da produtora, além das atividades culturais que já aconteciam ali desde a sua fundação. Mas o que aconteceu entre 97 e 2003 foi mais do que suficiente para colocar a Timbalada no hall dos templos sagrados do axé, onde estão locais como a Praça Tereza Batista, a Escadaria do Paço, o Terreiro de Jesus, a Senzala do Barro Preto e a Praça Castro Alves, por exemplo. Vamos dar a volta no Guetho, pessoal!! 🎶🥁🎺🎷🎸🎹🖌️🖌️❤️❤️❤️❤️
@bandatimbalada @carlinhosbrownoficial @dennydenan @cantorapatriciagomes @ninhatrem @xexeu_oficial @amandasantiagooficial #197 #axe365dias #axe365 #candyall #guetho #salvador #bahia #carnaval #axé #ilustration

🎶🔵⚪“Egigbô, cidade encantada. Elegigbô, sua majestade real! Ara Ketu, ritual do candomblé, exalta as cidades de Guetho e Sabé”⚪🔵🎶
Em 1980 nascia um dos mais importantes e representativos blocos afro da Bahia. O Ara Ketu foi formado no bairro de Periperi, no Subúrbio Ferroviário que, assim como a Liberdade (onde 6 anos antes havia surgido o Ilê Ayê), grande parte da população apresenta raízes africanas. O nome ioruba com que o bloco foi batizado significa “povo do reino de Ketu”, região da África Ocidental que fica onde atualmente é a fronteira da Nigéria com Senegal, de onde vinham os povos ioruba. Desde os primeiros desfiles, os seus enredos carnavalescos têm como tema a história do povo negro e homenageiam os orixás - deuses africanos -, principalmente Oxossi, o orixá caçador, que é o protetor do bloco – daí o símbolo ser o “ofá”, aquele arco e flecha, que é o símbolo de Oxossi, e as cores do bloco serem o azul e o branco, como as do orixá. Assim como muitos dos blocos afro, país afora, o Ara trabalha muito m cima da exaltação da religião de matriz africana, por considerá-la a maior forma de força e resistência da cultura negra no nosso país; mas, diferente da grande maioria dos blocos, o Ara Ketu se espelha, não em uma África tribal, mas em um continente africano moderno e contemporâneo: suas viagens e suas pesquisas visam muito mais os grandes centros urbanos do continente negro, onde conhecem a moderna música africana, do que se mirar apenas em antigos costumes e ritmos que quase nem se ouvem mais por lá. E foi com essa forma de pensar, com um pé na África ancestral e os olhos virados para o futuro, que em 91 o Ara Ketu virou o primeiro bloco afro a mesclar o som acústico dos tambores com a modernidade da instrumentação elétrica. E foi assim que o Araketu ficou bom demais e saiu de Periperi para conquistar o Brasil inteiro. 🇸🇳 🇳🇬🥁🎺🎷🎹🎸🎶🎶🎶
@araketuoficial #196 #axe365dias #axe365 #araketu #salvador #bahia #carnaval #axé #ilustration

🎶💿“Quer ir embora vai! Adeus, bye, bye. Quando você me quiser, estarei no Ilê, já não te quero mais”💿🎶
Banda Eva foi o álbum de estreia da banda formada em 1993 para assumir o comando de um dos blocos de trio mais tradicionais do carnaval de Salvador que, desde 1981, faz a festa na avenida, já tinha sido puxado por nomes como Jota Morbeck, Luiz Caldas, Marcionílio e Ricardo Chaves, e havia assinado com o Asa de Águia naquele mesmo ano. A criação de uma Banda Eva que não fosse apenas um grupo de apoio, formado para acompanhar o artista contratado para cantar no trio durante o carnaval, como foi muito comum durante os anos 80, foi uma aposta de Jonga Cunha, produtor e sócio-fundador do Bloco Eva. Influenciada pelo fato de Jonga Cunha ter estudado e tocado percussão, e, principalmente, pelo sucesso que o disco Canto da Cidade havia feito no ano anterior, a banda chegou com uma formação que trazia três percussionistas e, apesar de não ser uma banda com uma sonoridade que identificasse tanto com o samba-reggae (como a Reflexu’s, a Banda Mel e a banda da própria Daniela Mercury, por exemplo), seus arranjos davam uma atenção especial aos tambores – em especial ao timbau. Mas o coração daquela banda era mesmo a cantora que Jonga Cunha conheceu numa micareta de Morro do Chapéu e em quem viu um enorme potencial: Ivete Sangalo. O primeiro show deles aconteceu no São João do Othon, em 23 de junho de 93 e a banda causou boa impressão no público. O disco Banda Eva foi gravado no estúdio WR e lançado sob o selo da Sony. Com composições de Paulinho Camafeu, Tonho Matéria, Patrícia Gomes, Tatau e Durval Lelys, o disco vendeu 100 mil cópias, marcando o início da banda que se firmou como uma das mais queridas da Bahia e de uma das maiores artistas que o Brasil já conheceu. 💿🎵🎵🎶🥁🎹🎸🎷🎤👸❤️
@bandaeva @ivetesangalo #195 #bandaeva #axe365dias #axe365 #salvador #bahia #carnaval #axé #ilustration

🎶🎸“Um passo plugado no mundo inteiro, um rock prensado pro carnaval! É o tempo no espaço, é um povo em peso. Balançando na voltagem do farol”🎸🎶
O ano era 1985. O Brasil redescobria a democracia, depois de 21 anos de um regime que sufocava qualquer manifestação que fugisse do convencional e o rock, com suas baterias progressivas e muito riff de guitarra, era a trilha sonora que embalava a redescoberta da liberdade. O que ninguém esperava era que um guitarrista descalço e cabelos longos começaria, a partir das ruas de Salvador, uma revolução. Uma revolução musical que colocaria a Bahia no mapa da indústria fonográfica e mudaria para sempre os mercados brasileiros da música e do entretenimento. Ele levou os olhos do país a apontarem para Salvador e enxergar o que estava acontecendo lá. Não podemos deixar de o rock ’n roll que explodiu no Brasil no finalzinho dos anos 70 acabou sendo a grande referência que permitiu as transformações que, no começo dos anos 80, deixaram o ritmo baiano com uma pegada mais pop e permitiu que rompesse as fronteiras do Estado, para conquistar o país inteiro. Muitos dos grandes nomes dos blocos de trio do começo dos anos 80 tiveram o rock como uma das suas principais referências musicais: Ricardo Chaves começou a sua carreira musical tocando baixo e cantando em uma banda de rock chamada Fim da Estrada; Antes de formar o Chiclete com Banana, os irmãos Marques tocavam numa banda de baile chamada Scorpions, que, como o nome já diz, tinha um repertório recheado de rock ‘n roll; o Asa de Águia começou como banda de rock e isso só mudou quando foi convidado para tocar no Trio Paes Mendonça... Durval Lelys conta que contratou três percussionistas e, antes daquele carnaval acabar, pensou: Vamo virar axé! – “O pessoal gostou do resultado e a gente foi mudando... tanto que, no segundo disco, na música Qual É, eu brincava: ‘Asa é rock? É axé? Qual é?’ ”. Por essas e outras que, no Dia Mundial do Rock, não poderíamos deixar de prestar a nossa homenagem a esse ritmo que, desde o final dos anos 40, faz gente do mundo inteiro tirar o pé do chão!✨🤘🏾🤘🏾🤘🏾✨
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🎶🎤“Fui atrás do que restou, foi tão belo o nosso amor. Eu não creio que tudo acabou. Tenho um mundo pra te dar e um brilho no olhar tão sincero...”🎤🎶
🌿🎗HALL DA FAMA - NETINHO🎗🌿
Hoje é aniversário de um baiano de Santo Antônio de Jesus, que subiu num trio pela primeira vez em 1986, e se transformou em um dos maiores artistas do Brasil, nos anos 90. Foi à frente da Banda Beijo que Ernesto de Souza Andrade Júnior fez a Bahia e o Brasil tirar o pé do chão. Foram dezenas de sucessos que fizeram a alegria de milhões de fãs no Brasil e em várias partes do mundo. Junto com a Banda Beijo, foi o primeiro cantor baiano a se apresentar no programa Domingão do Faustão, onde cantou a história do beijo que deu, sem querer, em uma doidinha que ele queria beijar (pera... é isso mesmo, né?). Depois vieram Estrela Primeira, Aconteceu, Barracos, Me dê Amor, Milla, Menina, Preciso de Você, Estrela Primeira, Sandra, Fim de Semana, Capricho dos Deuses... ufa! Melhor nem tentar colocar todos os sucessos que ele cantou, porque é capaz de não sobrar tempo pra fazer a postagem de amanhã! No ano 2000, Netinho levou um trio elétrico para além-mar e fez um show antológico no Parque EXPO, em Lisboa, durante as comemorações pelos 500 anos de descobrimento do Brasil. Parabéns pelo talento, pelo carisma e pela forma como usou tudo isso para engrandecer a nossa música! Seja bem-vindo ao nosso Hall da Fama, campeão!
✨🎂🎂🎂❤💋❤💋✨
@netinhooficialbrasileiro @bandabeijo #193 #netinho#forçanetinho #tamojunto ##axe365dias#axe365 #salvador #bahia #carnaval #axé#ilustration

🎶🎹“Ei você, venha logo pra cá! O que é que tu espera dessa vida fera ou do carnaval? Quando a esperança é como lança nas lembranças, nas corridas que nos levam sem parar. Quero beijo, quero beijo, quero beijo, quero te beijar”🎹🎶
O nosso homenageado de hoje é um grande maestro, arranjador e compositor; regente respeitado e autor de obras que são executadas por grandes orquestras. “Ói a viagem dos cara: vem homenagear músico erudito na página de axé...”, você deve tá pensando, né? Pois saiba que, três décadas atrás, no controle de um teclado, ele foi um dos responsáveis por formatar musicalmente o que, mais tarde, ganhou o nome de axé music. Ele era conhecido como Alfredinho Moura e era o tecladista e arranjador da banda que Wesley Rangel montou no estúdio WR. Era um grupo formidável, que gravava jingles publicitários e servia como base para gravação dos sucessos da grande maioria dos artistas e bandas lançaram aqui na Bahia, no começo dos anos 80... no final de 82, os artistas resolveram fazer músicas próprias, adotar o nome de banda Acordes Verdes e puxaram o bloco. A banda, que contava com nomes como Luiz Caldas, Carlinhos Brown e Toni Mola, ainda é considerada por muitos a mais virtuosa das bandas de trio elétrico. Alfredinho era o principal arranjador do estúdio em que as bases da axé music foram moldadas. O maestro Alfredo não acha, como tanta gente, que o axé está chegando no fim... como bem disse Cezinha (que era o baterista da maravilhosa Acordes verdes): “Tão falando que tá acabando, mas tão falando da axé music”. Para Alfredo o axé mudou completamente, dos anos 80 para cá: “mudou tudo. Acompanhou o avanço da tecnologia... se profissionalizou ainda mais. Principalmente no que diz respeito a gravação e arranjos... enfim: consolidou, né?”. Se Alfredinho diz isso, você acha que é o Axé365 que vai desdizer?! Chama na dedilhada, maestro (lá ele)!!🎹🎹🎶🎵🎼
@alfredomoura2012 #192 #axe365dias #axe365 #alfredinhomoura #alfredomoura #salvador #bahia #axé #ilustration

🎶🎤“Eu tô pronta pra descer do salto. O cabelo já tá bagunçado. Meu rebolado merece aplausos... ai ai ai ai”🎤🎶
🌿🎗HALL DA FAMA - CLAUDIA LEITTE🎗🌿
Hoje é o níver de uma baiana que nasceu no Rio, veio morar em Salvador com 5 dias de vida e cresceu nas ruas do bairro da Saúde. Desde pequenininha, Claudia Cristina Leite Inácio Pedreira mostrava a uma forte veia artística: aos 3 anos, ela aproveitou o intervalo dos artistas que se apresentavam numa pizzaria, deu um zig na galera toda, pegou o microfone e largou um sonoro 🎵“Emília, Emília, Emília”🎵, daquela música-tema do Sítio do Pica-pau Amarelo. Aos 13 anos já estreava como backing vocal de Nando Borges. Depois foi cantar numa banda de forró chamada Violeta e, de lá, num grupo de axé que formou com uns amigos e se chamava Macaco Prego. Aí veio a fase pagode da loira: ela cantou na Nata do Samba e da Companhia do Pagode. Foi então que, no final de 2001, ela fez parte da primeira formação de uma banda que em pouco tempo conquistou a Bahia inteira. Em seis anos de Babado Novo, Claudia Leite virou um dos maiores nomes da música baiana e fez sucesso no país inteiro. Ganhou prêmios, vendeu milhões de discos e ajudou a manter a projeção nacional do axé. Veio a carreira solo e Claudia (agora Leitte com dois tês) ganhou mais liberdade para colocar a sua cara no trabalho. Ele ganhou elementos de música latina, sem perder a baianidade. O resultado foi um som mais universal, com uma pitada maior de sensualidade e com a mesma pegada que conquistou o Brasil. La milk continuou levando o axé para além das fronteiras da boa terra: participou do Brazilian Day, gravou um DVD ao Vivo nas areias de Copacabana, com um público de mais de 1 milhão de pessoas, foi rainha da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel, participou da cerimônia de abertura da Copa do Mundo 2014 e atualmente é jurada do The Voice Brasil. E é por isso que hoje é dia de Claudinha entrar no nosso Hall da Fama. Êta, que a aniversariante de hoje tá que tá!👸🏼👙🎂🎁🎤🎸🎶
@claudialeitte #191 #axe365dias #axe365 #claudialeitte #salvador #bahia #axé #ilustration

4 anos depois da invenção do trio elétrico, que começou a desfilar no carnaval de 1950, Feira de Santana viu nascer o seu primeiro trio. Fruto da parceria entre o Péricles Soledade (o sêo Péricles, que era empresário do ramo do transporte), José Urbano Cerqueira (artesão de instrumentos) e Joaquim Bacelar (fabricante da cana Patury). Assim como já estava acontecendo em Salvador em 1954, o trio elétrico era uma grande ferramenta de propaganda e costumava receber o nome do seu patrocinador: e assim nasceu o Trio Patury – primeiro trio do interior da Bahia. Na micareta de Feira daquele ano, o trio que se apresentou era, basicamente, um dos caminhões da transportadora de sêo Péricles, com 9 músicos tocando instrumentos feitos por José Urbano. O desfile fez tanto sucesso, que no ano seguinte, além do Patury voltar bem melhor estruturado, a micareta de 1955 também contou com os trios Tapajós, Jacaré e Ypiranga... mas no terreiro do Patury, ninguém ciscava não. Durante anos o Patury foi a maior atração da micareta de Feira, grande potência sonora do interior e um dos responsáveis por consolidar as micaretas como uma febre no interior do estado - o que ajudou a expandir o mercado dos nossos artistas de carnaval para além dos limites de Salvador e possibilidades de tocar em épocas diferentes do carnaval. Isso foi determinante para justificar a construção de trios e o interesse de músicos em fazer o tipo de música que se tocava nos carnavais. 🚚🎸🥁🎺🎷🎶🎵🎶
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🎶🎤“Escute essa canção que é pra tocar no rádio, no rádio do seu coração. Você me sintoniza a gente então se liga nessa estação”🎤🎶
🌿🎗HALL DA FAMA - MORAES MOREIRA🎗🌿
Hoje é dia de homenagear uma figura ímpar para a história do carnaval baiano: ele que nasceu Antônio Carlos Moreira Pires, na pequena Ituaçu, a exatos 70 anos, hoje entra no nosso Hall da Fama. E pensar que aquele moleque que veio para Salvador pensando em estudar medicina acabou mudando o jeito de se fazer música no Brasil e carnaval na Bahia... quando chegou em Salvador, se hospedou na mesma pensão que Paulinho Boca e Galvão, que ainda inventou de apresentar um professor de violão chamado Antônio José, mas que todos conheciam como Tom Zé. Aí, papá... a medicina foi se parar lá na casa da miséra e essa galera começou a fazer um som que iria revolucionar a música brasileira. Moraes Moreira foi um dos Novos Baianos e isso já seria mais do que suficiente para escrever o seu nome na música baiana e brasileira. Mas quando o assunto é nosso carnaval, aí que ele vira o boi da cara-preta: Moraes foi o primeiro cantor de trio elétrico – antes dele, tudo era instrumento; Ele é o letrista de boa parte dos sucessos do carnaval baiano na década de 70 – o miserê pegou meio mundo de música instrumental de Dodô e Osmar e meteu letra... resultado? Clássicos como Chame-gente, Pombo-correio e Balança o Chão da Praça, por exemplo; a última contribuição dele que nós apontamos é uma que a galera não bota muita fé, mas nós consideramos das mais importantes: foi Moraes Moreira quem levou o ijexá pra cima do trio! E isso rolou pela primeira vez na música Assim Pintou Moçambique – ele conseguiu formar uma batida que era, basicamente, um ijexá estilizado e tocado nas cordas do violão.  Depois da viola que rolou aqui na nossa página ontem, só chamando um gigante desses pra aliviar o nosso lado. Mesmo que não fosse seu niver, eu ia lichamá! 🕊️🎸🎶📻❤️❤️
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🎶🎤“Aproveita que a mamadeira tá cheia! Aproveita que a mamadeira tá cheia!”🎤🎶
Robson Costa é um carioca que veio morar em Salvador e se apaixonou pela nossa nada humilde cidade que, apesar de ter uma lista deeeesse tamanho de problemas, broca demais. Sempre sonhou em cantar funk e se apaixonou pelo nosso pagode, mas começou sua carreira cantando MPB nos barzinhos da boa terra e cantou axé por um tempo... até que, em 2006, se juntou com um grupo de amigos da Fazenda Grande para formar um grupo de pagode chamado BlackStyle. Com uma batida diferente - que adicionava elementos do funk à quebradeira, letras ousadas e muito carisma de Robson, que assumiu os vocais e virou Robyssão, a banda conquistou a Bahia e emplacou hits como “Vaza canhão” e “Rala a tcheca no chão”. Sete anos depois, Robson decidiu investir na carreira solo. Foi para o Rio pesquisar, se atualizar das batidas, ter ideias para incrementar seu pagode e chegar ao que ele batizou de pagofunk. Robson voltou pronto para lançar o seu novo projeto: o Bailão do Robyssão. Com o novo projeto, vieram novos hits e algumas polêmicas. Mas quem acha que Robyssão é só tcheca no chão, é bom saber que além de cantor e empresário, Robyssão também é escritor e está fazendo um livro baseado no clássico 1984, de George Orwell. Além disso, apesar de suas letras parecerem absurdamente despretensiosas, a coisa não é bem por aí... olha o que ele próprio declarou, em entrevista ao Bahia Notícias: “Metade das minhas letras são inspiradas num grande filósofo chamado Arthur Schopenhauer. Eu tenho vários livros dele em que as frases são muito semelhantes ao que eu canto – principalmente quando ele fala a respeito das mulheres”. Tame, sacana! 📚📖🎧🎚️🎶🎵
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🎶“Só! Me sinto só. Estou sentindo a falta do teu calor. Hey! Venha pra cá. Esquece tudo e me deixa com sede de amar (...) Vem, sou teu amigo. Vem ficar comigo. Só de vez em quando eu fico só pra vadiar. Ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô, Aaah-aaaah”🎶
Papa Léguas é um dos nomes mais representativos da história do axé music. Um dos blocos de trio mais tradicionais do carnaval de Salvador (o que lhe garante o 3º lugar na fila de blocos do circuito do Campo Grande). O Bloco Papa Léguas – que hoje se chama Papa – foi 8 vezes o melhor bloco do carnaval de Salvador. Em 1987, Giusepe e Otto Pipolo (irmãos, fundadores do bloco) resolveram criar uma banda que levaria o mesmo nome do bloco e ficaria responsável por puxá-lo nos carnavais; foi assim que surgiu a banda Papa Léguas, que lançou sucessos e artistas que marcaram gerações, como Serginho (Pimenta Nativa), Carla Cristina (As Meninas), Márcia Short e Robson Moraes (Banda Mel) e Mariene de Castro, por exemplo. A banda Papa Léguas sempre apresentou, como marca registrada, uma música rica, resultado da mescla de vários ritmos e fez muito sucesso nos carnavais, trazendo hits como “Me Sinto Só”, “Vem Ficar Comigo”, “Hip Hop Baianês” e “Perdeu o Cadarço”. 🎸🥁🎤🎵🎶🎵🎶🎵
@papaleguasoficial @bloco.papa #187 #axe365dias #axe365 #papaleguas #salvador #bahia #axé #ilustration

🎶“Só! Me sinto só. Estou sentindo a falta do teu calor. Hey! Venha pra cá. Esquece tudo e me deixa com sede de amar (...) Vem, sou teu amigo. Vem ficar comigo. Só de vez em quando eu fico só pra vadiar. Ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô, Aaah-aaaah”🎶
Papa Léguas é um dos nomes mais representativos da história do axé music. Um dos blocos de trio mais tradicionais do carnaval de Salvador (o que lhe garante o 3º lugar na fila de blocos do circuito do Campo Grande). O Bloco Papa Léguas – que hoje se chama Papa – foi 8 vezes o melhor bloco do carnaval de Salvador. Em 1987, Jousepe e Otto Pipolo (irmãos, fundadores do bloco) resolveram criar uma banda que levaria o mesmo nome do bloco e ficaria responsável por puxá-lo nos carnavais; foi assim que surgiu a banda Papa Léguas, que lançou sucessos e artistas que marcaram gerações, como Serginho (Pimenta Nativa), Carla Cristina (As Meninas), Márcia Short e Robson Moraes (Banda Mel) e Mariene de Castro, por exemplo. A banda Papa Léguas sempre apresentou, como marca registrada, uma música rica, resultado da mescla de vários ritmos e fez muito sucesso nos carnavais, trazendo hits como “Me Sinto Só”, “Vem Ficar Comigo”, “Hip Hop Baianês” e “Perdeu o Cadarço”. 🎸🥁🎤🎵🎶🎵🎶🎵
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🎸🎶“Da Calçada sai de trem, dos States pro espaço. Pra chegar lá ni Belém, só no trio do Lobato. Pio-pio, trem-tem. Não tem som, tem um sistema: lá mulé só paga meio e no baile tem esquema.”🎶🎸
Guitarrista, compositor e produtor musical soteropolitano, Robertinho Barreto cresceu sob influência da música produzida na Bahia, em toda a sua diversidade: suas referências vão do forró ao samba de coco, passando pela chula, ritmos afro-baianos, o samba do recôncavo, o reggae e, o rock e o frevo adaptado por Dodô e Osmar para o carnaval baiano, que ganhou o nome de frevo elétrico e tinha a guitarra baiana como instrumento-base. Guitarrista muito talentoso, Robertinho tocou por 5 anos na Timbalada e foi um dos fundadores do grupo Lampirônicos, grupo que uniu rock e eletrônico aos ritmos regionais (o nome Lampirônicos é uma abreviação de “lampiões eletrônicos”). Foi com Ramiro Musotto, músico argentino com uma imensa alma baiana, que Robertinho mudou a forma como via a música e a sua relação com a guitarra baiana. Robertinho conta que logo que começou a tocar com o argentino – que ganhou projeção mundial justamente pela musicalidade inovadora que ele conseguiu dar ao som baiano de raiz – ele falou “Betinho, aqui não tem guitarra... aqui é só guitarra baiana. Porque guitarra tem em qualquer lugar do mundo, mas guitarra baiana só vai ter aqui. E a gente vai poder fazer guitarra baiana com berimbau... guitarra baiana com percussão” e daquele encontro, se criou o embrião de um projeto que viria a se transformar no grupo Baiana System, banda que Robertinho idealizou e que lidera, ao lado de Russo Passapusso. O Baiana System chegou trazendo um conceito estético e musical que se destaca por apresentar elementos da cultura baiana de forma contemporânea. Robertinho conseguiu juntar uma galera boa, pra fazer um com que é uma verdadeira terapia. E, como o Baiana ensinou ao Brasil inteiro, é a terapia do som que faz bem! 🎸🎸🎚️🎧🎛️🎸🎸
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🎶“Que bloco é esse? Eu quero saber! É o mundo negro que viemos mostrar pra você! Somo crioulo doido, somo bem legal. Temo cabelo duro, somo black pau! ”🎶
Hoje é dia de homenagear um dos compositores mais importantes para o nascimento do movimento musical que, mais tarde ganhou o nome de axé: Paulinho Camafeu ou Paulinho de Camafeu, como é conhecido pelo pessoal da velha guarda, que ainda lembra de quando ele era assistente de Camafeu de Oxossi, no Mercado modelo. Paulinho é o autor de duas músicas que promoveram uma revolução da música baiana – Mundo Negro e Fricote (esta última, em parceria com Luís Caldas). Mundo Negro, que está completando 43 anos, é a canção que registra o surgimento do Ilê Ayê e a mudança de atitude da comunidade negra soteropolitana em relação a sua posição na cidade (e da cidade em relação a eles); a música é tão representativa que, por pouco, o Ilê não se chamou Mundo Negro – como explica Vovô do Ilê “Pensamos em batizar de Mundo Negro ou Black Power... só depois decidimos por uma referência africana”. Não é de admirar que a música tenha sido gravada por Gilberto Gil, Daniela Mercury, O Rappa e outros 24 artistas. Mundo Negro foi a música que ajudou a dar visibilidade ao primeiro bloco afro de Salvador e, portanto, ponto de partida do movimento que culminou na criação do axé. Mas essa não foi a única contribuição de Paulinho para o axé! Ele compôs, junto com Luís Caldas, a música que inaugurou o gênero: Fricote. Além dessas duas, compôs “Vale” (que fez com Carlinhos Brown e foi gravada por Sarajane), participou da composição de “Menina do Cateretê” e “Cabelo duro” (sucessos do Chiclete com Banana) e outras músicas para Pepeu Gomes, Paulinho Boca, Timbalada, Fafá de Belém, Sérgio Mendes, Cheiro de Amor e outros artistas. Paulinho é uma dessas pessoas que merecem todo o reconhecimento, muito axé e um beijo enorme. Na boca e na bochecha!
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🎶“E vamos entrar na avenida, o ponto de partida é o arrastão do amor. Eu quero ver balançaê, meu amor vem balançar! Eu quero ver balançaê, mamãe-sacode no ar!”🎶
Nos carnavais dos anos 50 e 60, a mamãe-sacode era uma espécie de espanador feito de papel de seda que os mascarados agitavam no rosto das outras pessoas, nos bailes de carnaval. Nos anos 80 e 90, ele ganhou uma nova roupagem e passou a ser um bastão com fitas de náilon ou de plástico colorido, que eram sacudidos freneticamente pelos foliões durante a festa de carnaval (como as torcidas organizadas de futebol americano faziam). As mamãe-sacodes fazia parte dos kits que eram entregues aos associados, pelos blocos: além das coloridíssimas mamãe-sacodes e as mortalhas, os kits dos blocos traziam shorts, faixas pra colocar na testa, bonés, caneta, squeeze personalizado e adesivo para colar no carro. Com o tempo, a mortalha virou abadá, os shorts deixaram de ser fornecidos (porque não eram mais usados), as faixas de testa foram substituídas por bandanas, os squeezes encurtaram e depois sumiram, os adesivos de carro foram trocados por stickers pequenos para serem espalhados pelo corpo (a patinha do Camaleão e os olhinhos do Coruja viraram febre) e a mamãe-sacode, depois de tantos carnavais chacoalhando e transformando a avenida em um mar de cores, ganhou a tão merecida aposentadoria... em 2009, o bloco Tiete Vips tentou trazer a mamãe-sacode de volta à festa, mas o reencontro com a festa acabou não sendo como se esperava e ela, conhecedora da folia baiana, entendeu que a festa mudou e é tempo de mão ocupada com paus de selfie e celulares (mão no singular mesmo... porque se uma mão segurava a mamãe-sacode e hoje segura o celular, a outra mão segue firme, segurando a boa e velha latinha, né moral? Obrigado por toda a vida e o astral que você levou para a avenida ao longo de duas décadas, mamãe-sacode! Você é pedra 90 (tá certo, sabemos que essa gíria não tá mais na moda... mas quem é que tá na moda nessa postagem, né?)!
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