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Trip  Há mais de três décadas, somos movidos pela vontade de olhar a fundo o ser humano em todos os ângulos. A Trip acredita no conteúdo que transforma.

Acostumado a contar histórias de personagens na TV, no cinema e no teatro, Lázaro Ramos (@olazaroramos) contou a própria nas páginas de Na minha pele. No livro, o baiano passeia por assuntos e reflexões urgentes e espinhosos da atualidade, como o racismo – tema central da publicação –, as desigualdades e a (falta de) educação.⠀

Desde 2009, o ator de 39 anos é embaixador da Unicef e mantém uma agenda ativa de atuação em projetos de educação, tanto por meio das ações da organização, como de maneira voluntária. “Sempre que posso, vou a escolas, tanto para dar aulas quanto para conversar sobre temas como história do Brasil ou qualquer outro que seja relevante do ponto de vista artístico e da minha vivência enquanto ativista social e cidadão".⠀

Para Lázaro, uma ação transformadora é se importar com o outro, com a situação e, dentro dos seus limites e possibilidades, fazer algo efetivo. “Para transformar, é preciso lutar contra essa tendência que todos nós temos de nos habituar às injustiças e desigualdades”, defende. ⠀
Lázaro é um dos homenageados do #TripTransformadores deste ano.⠀

Foto: @_marioladeira

De tênis, mochila nas costas e os dois pés no chão, Letícia Colin (@leticiacolin) chegou para o ensaio da Trip sem banca nem estrelismo. A atriz de 28 anos (“quase 29”, com o retorno de Saturno batendo à porta), nascida no ABC Paulista, fez sucesso como Rosa, de “Segundo sol”, sua primeira protagonista no horário nobre da Globo, onde ela chegou em 2001 como atriz-mirim. ⠀

Para o seus quase 2 milhões de seguidores no Instagram, ela divide suas posturas na ioga e (sem medo) suas posições na política. “É um assunto muito caro pra mim, é meu espaço e a gente tem que falar. As pessoas que eu admiro se colocam.”⠀

Foto: Marcio Simnch (@marcio.simnch)⠀


#revistatrip #tripgirl #leticiacolin

Em 2008, Ricky Ribeiro (@ribeiro_ricky) havia recém-chegado de Barcelona - onde fez dois mestrados-, quando recebeu o diagnóstico que mudou sua vida: ele sofre de ELA, Esclerose Lateral Amiotrófica, a mesma doença do físico Stephen Hawking. ⠀

Gradativamente, Ricky foi perdendo os movimentos e a capacidade de falar e respirar por conta própria. Hoje, sua comunicação se dá por meio de um leitor óptico, que interpreta os movimentos da pupila, permitindo que ele mexa no computador e digite em um teclado virtual. Tudo o que ele escreve também pode ser reproduzido em áudio.⠀

Se o corpo não se move mais, seu cérebro, ao contrário, segue em alta velocidade. Sem qualquer perda cognitiva ou comprometimento intelectual, Ricky se mantém na ativa: coescreveu o livro Movido pela Mente (sobre sua trajetória pessoal), trabalha como analista sênior de sustentabilidade corporativa e comanda o Mobilize Brasil (@portalmobilize), o maior portal brasileiro sobre Mobilidade Urbana Sustentável, do qual é idealizador e fundador. O Mobilize Brasil já realizou estudos e campanhas importantes, que geraram transformações visíveis na estrutura das cidades. “A avenida Paulista aberta, livre dos carros, foi uma luta de diferentes organizações, entre elas, o Mobilize”, conta.⠀

Na próxima semana, Rick Ribeiro recebe a homenagem do prêmio #TripTransformadores 2018.⠀

Foto: @_MarioLadeira

“Indignação sempre foi a palavra que mais me impulsionou. Odeio injustiça”, conta a filósofa Sueli Carneiro (@carneiro956), que viu o racismo surgir cedo em sua vida. “Meus pais me educaram dizendo que poderia ter problemas por causa da minha cor e que teria que cuidar disso. Quando era criança, resolvia batendo.” Aos 20 anos, a reação mudou: “Tive meu primeiro contato com os movimentos feminista e negro. Percebi que a luta não precisava ser solitária ou individual. Virou uma questão política”.⠀

Há 30 anos, fundou, ao lado de outras nove mulheres negras, o Geledés – Instituto da Mulher Negra (@portalgeledes), que escancara a desigualdade e impulsiona estratégias de inclusão. Em sua luta, Sueli participou de audiências públicas do Supremo Tribunal Federal (STF) para a criação de cotas. Dez anos depois, com três vezes mais negros na universidade no Brasil, ela se depara com uma nova situação: “Os jovens se defrontam com o racismo no mercado de trabalho”.⠀

Sueli também atua no desenho de políticas públicas para a igualdade de gênero. “É a nova geração que leva esse legado. Tenho recebido muito carinho, e com isso vem a certeza de que a luta valeu a pena”, declara uma das homenageadas do #TripTransformadores deste ano. ⠀

Foto: @_MarioLadeira

Nossa colunista, a fotógrafa Autumn Sonnichsen⠀
(@aquerida), escreve sobre mais de uma de suas musas: ⠀

“O nome dela é Sol. Talvez isso seja mesmo tudo de uma vez só. Um corpo e uma mulher que chegaram no meu cantinho do mundo, que flutua por cima de São Paulo, para onde ela se mudou faz poucos meses. A minha nova vizinha me faz querer morar dentro do sorriso dela, uma mulher que chegou cheia de sonhos, vontades e pequenos milagres. Quero ver toda essa sabedoria e apreciação que ela tem pelo próprio corpo se espalhar – que isso seja contagioso! Desejo ver seus sonhos caírem do céu como uma chuva inesperada de verão. Ela merece tanto, tanto, mas tanto todos os sonhos dela, do mesmo jeitinho que merece essa cidade que a está acolhendo, igualzinho ela me acolheu.”⠀

Foto: Sol (@solmenezzes) por Autumn Sonnichsen (@aquerida)⠀

#revistatrip #fotografia #pele

Uma mãe nunca se refaz da morte de um filho. Mas Lucinha Araújo usou sua dor para encontrar um novo motivo para sua existência: a Sociedade Viva Cazuza. A instituição ampara pessoas soropositivas e é mantida com os direitos autorais da obra musical do cantor e compositor, além de apoios, parcerias e doações. “A Viva Cazuza nasceu de uma dor e de um trauma para que eu tivesse uma tábua de salvação para a minha vida. Dependo muito mais das crianças que frequentam o espaço do que elas de mim”, diz Lucinha.⠀

Além da casa de apoio que abriga as crianças em regime de internato, no Rio de Janeiro, a organização promove também a difusão de informação sobre o vírus HIV, parcerias com instituições e hospitais, e mantém o Projeto Cazuza, de acervo do artista, que em 2018 completaria 60 anos. “Vou deixar minha herança para que a instituição possa continuar suas atividades.” ⠀

Lucinha é uma das homenageadas do prêmio #TripTransformadores neste ano.⠀

Foto: @_MarioLadeira

“Ninguém gosta de cobrir conflitos”, diz Maurício Lima (@limauricio), hoje um dos mais atuantes fotógrafos de guerra brasileiros, ao lado de André Liohn (@andre_liohn). “É uma vertente na fotografia que pode servir de agente transformador porque mexe com a emoção”, diz Maurício, que usa lentes 50 mm (normal) e principalmente 35 mm (grande-angular), que o obrigam a estar muito, mas muito próximo da cena. Ele vê a proximidade como necessária não só do ponto de vista técnico, mas da compreensão e do sentimento do que se passa.⠀

O Brasil tem hoje uma geração de fotógrafos de guerra de grande relevância. Além de André e Maurício, nomes como Felipe Dana (@felipedana), João Castellano (@joaocastellano), Gabriel Chaim (@gabrielchaim) e Yan Boechat (@yanboechat) vêm se destacando na área. Fotografar conflitos é viver confrontado com a própria impotência diante da barbárie e da morte. Mas é também, em um dia de sorte, fazer a diferença em uma vida que seja.⠀
Foto: Síria, por Maurcío Lima⠀

#revistatrip #fotografia #guerra

Luiz Chacon é pioneiro na utilização de bactérias para a criação de soluções ambientais. Mas, ironicamente, o paulistano nunca estudou biologia. Formado em administração, teve contato com a ciência graças ao avô, Dinoberto, cientista no Instituto Butantan (centro de pesquisa biológica). Seguindo o legado do pai, que investiu no primeiro laboratório de biotecnologia do país, Luiz fundou em 1995 a SuperBAC. “Meu único propósito foi utilizar a inteligência da própria natureza para transformar os processos produtivos, provando que podemos fazer negócios e, ao mesmo tempo, respeitar o meio ambiente”, explica. ⠀

Na prática, Luiz usa a biotecnologia como uma aliada na descontaminação da água e do chorume, no saneamento básico, na agricultura e na indústria petroquímica. “Temos que ter humildade, prestar atenção na natureza e absorver o aprendizado que ela nos transmite. Tenho certeza de que é possível transformar a realidade do planeta e acredito que nós já estamos fazendo isso.”⠀

Foto: @_MarioLadeira

João Manuel Borges, o “Zé das Cabras”, viveu por 36 anos sozinho numa ilha do litoral catarinense, sem amigos ou família, tendo como companheiros apenas a solidão, o mar, o vento e algumas cabras. Depois que a esposa morreu, em 1962, ele entregou sua recém-nascida a uma irmã, deixou para trás outro filho pequeno e partiu para a ilha inexplorada, a uma hora e meia de barco de Florianópolis. “Escolhi esta ilha porque é a única na região boa pra plantar.” ⠀

Nesses 13 mil dias de isolamento voluntário, viveu em um casebre erguido por seus próprios músculos, sem calendário e muito menos relógio. Aos 80 anos, doente e cansado, decidiu voltar à civilização. “Não quero mais ficar aqui. Sei que na terra não vou acostumar, mas daí morro logo”, disse, em 1999, meses antes de deixar a ilha e, como previu, morrer. ⠀

Foto:Marcio Simnch (@marcio.simnch)⠀


#revistatrip #solidão #morte

A avó, dona Marília, definiu o futuro de Gabriela Manssur: “Já que você é tão questionadora, então vai ser promotora”. Foi o que a paulistana fez. Começou a carreira em Embu-Guaçu (SP), cidade com altos índices de violência contra a mulher. Lá, conheceu dona Celeste, que apanhava do filho dependente químico. Mesmo com a atuação de Gabriela, Celeste foi morta por ele com 20 facadas: “Naquele dia, minha vida mudou. Decidi não perder mais nenhuma mulher”.⠀

À medida que lidava com mais processos, percebia padrões que se repetiam: a vergonha das mulheres em se assumirem vítimas de violência, a falta de acolhimento pelo sistema criminal, a masculinidade enraizada geradora de violência.⠀

Referência na defesa da mulher, hoje ela integra a Comissão dos Promotores de Justiça e a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário de São Paulo. Criou também iniciativas como o Tem Saída, que capacita e insere no mercado mulheres vítimas de violência doméstica, e o Tempo de Despertar, que trabalha com a ressocialização de homens que cometeram agressão. ⠀

Na próxima semana, Gabriela recebe a homenagem do #TripTransformadores deste ano.⠀

Foto: Mário Ladeira (@_marioladeira)

Pesquisas sobre eficiência energética ajudam a construir o futuro da mobilidade. Sejam movidos a etanol, gás natural, eletricidade ou hidrogênio, a ideia é que os veículos do futuro consumam menos e rodem mais. Nessa perspectiva, foi criada a Shell Eco-marathon, em 1985, que mobiliza estudantes universitários de diversos países a buscar soluções mais eficientes, atuando desde o desenho até a entrada dos protótipos (que são como carrinhos pilotados por uma pessoa) na pista de corrida.⠀

Esse ano, o evento rolou no Rio de Janeiro, em outubro e contou com a presença da Trip. Agora, os estudantes que venceram essa etapa se preparam para uma competição mundial.⠀

#RevistaTrip #Shell #makethefuture

Quando era interno da Fundação do Bem-Estar do Menor do Rio de Janeiro, Sebastião Oliveira conheceu Izaías, seu professor: “Ele foi um mestre para mim. Aprendi o que devemos fazer com as pessoas: amar, unir, ajudar e dividir. Inclusão, de fato”. Pouco depois, Sebastião começou a trabalhar na instituição.⠀

Já casado, via as crianças da comunidade da Chacrinha sem perspectivas de uma vida melhor. Interrompeu a construção da própria casa para criar, em 1998, para fundar a Associação Miratus de Badminton, que, em 20 anos, qualificou dois atletas para a Olimpíada do Rio e acumulou 60 medalhas internacionais. Sebastião desenvolveu também uma metodologia peculiar de treinamento: o bamon, que combina os movimentos do esporte com as batidas do samba. “Ações como a Miratus são fundamentais para concorrer com o tráfico, que exerce suas atividades com muita competência e atrai jovens a partir dos 7 anos. Meu sonho é levar a outras comunidades o que acontece aqui. Assim, sigo retribuindo o que fizeram por mim.”⠀

Ele é um dos homenageados do prêmio #TripTransformadores deste ano, que rola na próxima semana.⠀

Foto: Mario Ladeira (@_marioladeira)

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