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P3 Público  Tag #p3top and get a chance to be featured ⚡️ Fight plastic with #P3_antiplastico

A série “Mariposas Revueltas“, do fotógrafo de Bilbau Alvaro Arroyo, traça o retrato do universo imaginário das irmãs Nora e Nahia, respectivamente com cinco e dez anos. “Num domingo de manhã aproximei-me da sala de estar e encontrei-as estendidas sobre uma almofada conversando entre si, como se estivessem dentro de um conto”, conta o espanhol na memória descritiva do projecto. Na noite anterior, recorda o fotógrafo, deparara-se com Nora a folhear um famoso livro sobre “um coelho branco que corria atrás de um relógio com pernas”. Sem interromper o momento das irmãs, Alvaro fez a primeira fotografia — a primeira de muitas que se seguiriam sobre o mundo interior de Nora e Nahia, um país das maravilhas recheado de cor-de-rosa, varinhas de condão e bolas de sabão.

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A fotógrafa de Almada Berta BB Couto (@b.brave.the.wanderer) passou três meses no Nepal, onde se deparou com “um problema de género” que se encontra enraizado no seio de várias comunidades. O projecto que desenvolveu nesse contexto, intitulado “To Be a Woman in a Man’s“ World, documenta várias figuras femininas cuja vivência é fortemente marcada pela cultura patriarcal vigente no país. “Estas mulheres são o reflexo de uma sociedade que ainda despreza os direitos da mulher”, descreveu ao P3, em declarações por escrito. “Elas são tratadas como elementos inferiores, não merecedoras de uma opção de vida além daquela a estão destinadas: cuidar da família e dos seus lares.” São, enquanto menores de idade, forçadas a abandonar o sistema de ensino, a casar e a constituir família.

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São artesãos — do plástico. Reciclam-no, com máquinas que construíram eles mesmos, e transformam o material mais controverso do momento nos objectos que quiserem. Numa das oficinas do projecto global @realpreciousplastic, no Porto, João e Tom querem incentivar outros a criar as suas próprias unidades de reciclagem locais.

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“Volta a Portugal, final da etapa em Portalegre. Um desafio para todos: tentar implementar novas atitudes neste desporto.“ Eis a mensagem de Nuno Pimenta.

Em Agosto, não sejas plástico. Participa! Fotografa e denuncia com a etiqueta #P3_antiplastico ou mostra-nos bons exemplos. As imagens destacadas vão parar aqui: https://www.publico.pt/f389099

Era uma casa “muito engraçada“, mas neste caso tinha algum tecto, tinha mais do que nada. Referências musicais vintage à parte, a história do hostel Get Inn podia começar assim. Ali, junto ao Parque Morais, na Parede, Cascais, viveiro de moradias e chalés da alta burguesia dos anos 20, havia uma moradia em “muito mau estado“, já próxima da ruína, “irrecuperável e sem grande interesse“, mas que ainda mantinha uma “extraordinária cobertura“, explica o arquitecto Sérgio Antunes, co-fundador do gabinete @auroraarquitectos, que em parceria com o atelier Furo assina este projecto de reconversão.

Foi a cobertura, então, que decidiu o que se passaria no interior do hostel, aberto há menos de um ano: um jogo do galo tridimensional, feito em três pisos. “Foi muito determinado pela forma do telhado que dividia a planta em nove [módulos]“, descreve o arquitecto. Quatro volumes piramidais nos cantos escondem, no centro, uma escada amarela, que rasga todo o edifício até à clarabóia, até à luz. “É um espaço que se vê por todo o lado“, que “traz o sol para o meio do edifício“, mas que, diz Sérgio, quer fazer circular, não “permanecer“. Vê a galeria completa no P3 (link na bio). Fotografias de @domalomenos

“No meu país, algumas pessoas consideram a arquitectura do realismo socialista muito bonita; outras consideram-na um símbolo do domínio soviético na Polónia e acreditam que deveria ser demolida. Talvez acreditem que demolindo os símbolos do comunismo possam apagar a memória desse período e criar uma nova imagem da Polónia. Mas a memória não funciona assim.” A série fotográfica “Edifice“ do polaco Karol Pałka transporta-nos para uma era que “a maior parte dos polacos gostaria de esquecer”, escreveu o autor, em entrevista por email ao P3, referindo-se ao regime comunista que vigorou na Polónia entre 1944 e 1989. “Desenvolvi ‘Edifice‘ porque quero contar uma história sobre poder e sobre a sua impermanência”, explicou.

@karolpalka fotografou alguns dos edifícios que sobreviveram à queda do regime até aos dias de hoje como, por exemplo, o interior do Hotel Polana, uma estância de férias que era propriedade do Partido Comunista da Checoslováquia, e o edifício Nowa Huta Steelworks, “um excelente exemplar da estética do realismo socialista”, que foi visitado por Fidel Castro e Nikita Khrushchev, ex-primeiro-ministro da União Soviética. “Edifice“ não é um projecto de fotografia de arquitectura meramente estético; tem como objectivo encher cada imagem de História. “Este tipo de arquitectura merece ser recordado, apesar de ser fruto de uma era que se caracterizou pelo domínio de um só partido de todo o espectro social e político do país. O poder comunista construiu hotéis e resorts, nos anos 70, para materializar uma utopia que nunca chegou a germinar. Este tipo de arquitectura acabou por transformar-se apenas numa ferramenta de vigilância do Estado.” Vê a galeria completa em p3.publico.pt

Esta é a mensagem de @madalena_martins_ no Instagram — às vezes, uma imagem vale mais do que mil palavras.
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Procura-se um sítio escondido, longe da poluição visual das luzes artificiais. Uma praia. Estende-se a toalha na areia, ao relento, e pregam-se os olhos no céu. Há uma luta para não os piscar. Um microssegundo de escuridão é o que basta para perder uma “pinga” da “chuva de estrelas”. Quando se volta a abrir, no lugar do traço em queda já só se encontram milhares de pontinhos cintilantes. Em Portugal, a chuva de meteoros das Perseidas atingiu o pico na noite passada, 12 de Agosto, altura em que se pôde observar 100 meteoros por hora. Mas o fenómeno, um dos “mais espectaculares”, repete-se todos os anos, no mesmo mês de Verão. E os céus que cruza ficam como se vê nesta fotogaleria da agência Reuters, feita para românticos, astrónomos e todos os outros que nestas noites piscaram os olhos um pouco por todo o mundo.

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“Eu e seis amigos apanhámos este lixo na Lagoa de Óbidos e na praia do Cortiço“, conta-nos Marta Simões por email.
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Têm o mundo rural entranhado, mas abraçam muito mais do que um país longe do mar. As imagens de @jpmarnoto — resultado de dez anos de vivência e viagem por Trás-os-Montes — representam “uma certa ruralidade” em extinção que, diz o fotógrafo, já só habita na outra ponta da Europa, na Roménia. Mas, mais do que o retrato de uma região, são um registo “abstracto” reconhecível em diversas geografias. São a mostra de um mundo em mudança — e em conflito. Urbano versus rural. Progresso versus tradição. Não é essa uma narrativa universal?

Marnoto, produto urbano originário do Porto, tornou-se há uns anos cidadão transmontano. E desse privilégio de ser da casa fez nascer "Nove Meses de Inverno e Três de Inferno" , livro e documentário, trabalho de uma década e número incontável de frames e horas de filmagem. Agora, anda pelas aldeias portuguesas, projector e tela às costas, a mostrar o seu filme de duas horas. Uma continuação da viagem que quer também ter paragens em cidades do litoral e além fronteiras.
Lê o artigo completo no P3 (link na bio)

“O queijo fresco que vem na cuvete de plástico, dentro de um ‘tupperware‘ descartável de plástico, bem envolvido por película aderente, de plástico claro. No fim, tudo dentro de um saquinho...“ O alerta de @mvm_grn no Instagram.
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As paredes em reboco branco denunciam-lhe a localização, mas é no chão de tijoleira de terracota que assenta a certeza da origem tradicional desta Casa na Fuseta. Foi a partir da ampliação de uma “casa popular” na freguesia pertencente a Olhão, no Algarve — e do respeito por uma figueira, romãzeira e alfarrobeira — que o estúdio Miguel Arruda Arquitectos Associados desenhou uma “escultura habitável”. O projecto é um dos 14 finalistas a concorrer ao prémio do festival de arquitectura mundial (@worldarchfest), na categoria de villa. “Das três árvores mencionadas, duas determinam o desenho sinusoidal [uma onda contínua] do corredor que liga a antiga construção à sua ampliação, constituída por dois volumes semicirculares”, lê-se, no resumo do projecto, enviado ao P3. No primeiro semicírculo ficam dois quartos e a casa-de-banho; enquanto a sala de estar e uma kitchenette ocupam outra metade de círculo.

A terceira árvore, de grande porte, ditou a “implantação da piscina” à porta da sala, próximo de uma escadaria exterior, estreita, que dá acesso ao um terraço e à “cobertura verde” que transforma o telhado num jardim. Por lá, sinais da presença árabe, àquele terraço chama-se açoteia.
Além da Casa da Fuseta, há outros três projectos portugueses em competição no WAF: a Capela de Nossa Senhora de Fátima, em Idanha-A-Nova, assinada pelo Plano Humano Arquitectos e distinguida na sexta edição dos A+A Awards, promovidos pelo portal Architizer; o Metamorphosis, em Luanda, do estúdio Segmento Urbano; e a Douro Valley House, em Marco de Canaveses, da autoria do MJARC Arquitectos Associados.

Fotografias de @fernandogguerra. Galeria no P3 (link na bio).

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