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P3 Público  Tag #p3top and get a chance to be featured ⚡️ Fight plastic with #P3_antiplastico

Entre 2004 e 2010, Martin Parr e a sua esposa Susie passaram as suas férias nas várias regiões e ilhas que compõem a Escócia – no perímetro continental e nos arquipélagos Órcades, Shetland e ilhas Barra, Lewis e Islay; pelo caminho, o famoso fotógrafo da @magnumphotos registou vários encontros com caixas de correio tipicamente escocesas. “Quando se está no meio de nenhures, rodeado de uma paisagem sombria sob condições atmosféricas adversas, estas pequenas caixas de correio proporcionam um estranho conforto, pois são um sinal de que em redor há outras pessoas, de que a vida segue o seu curso, e que se está ligado ao resto do mundo”, escreveu Susie Parr no prefácio do fotolivro Remote Scottish Postboxes, editado pela RRB Photobooks.

O comunicado que a editora dirigiu ao P3 refere que o fotolivro representa, na carreira de Martin Parr, a sua primeira grande contribuição para a Fotografia de Paisagem. “Estes marcos da civilização, vermelhos e isolados, adquirem uma personalidade própria quando retratados sobre a solitária paisagem escocesa”, justifica. O fotolivro contém 88 páginas e um mapa onde estão assinaladas, com as respectivas coordenadas geográficas, todas as caixas postais fotografadas.
Galeria completa no P3 (link na bio)

@sinjunstrom prepara meticulosamente cada fotograma. Escolhe os materiais, pinta, corta, cola os elementos de cada cenário; escolhe o retratado e as roupas e os acessórios com que figurará diante da câmara de grande ou médio formato que utiliza para as suas capturas. Foi esta personalização absoluta que lhe valeu, recentemente, uma menção numa lista de 12 fotógrafos emergentes escolhidos pelo The New York Times. Em entrevista ao P3, a artista de Brooklyn disse sentir um prazer especial no controlo de todo processo de criação. “Gosto de criar algo do início ao fim”, esclarece. “Faz-me sentir mais ligada à imagem final.” O projecto Hot Mamma é diferente de todos os outros que a autora concebeu ao longo da sua curta carreira. As mulheres que retratou têm todas idade superior a 60 anos. “É importante ser tão inclusivo quanto possível”, refere. “É essencial pensar como as nossas imagens afectam outras pessoas.” Prefere retratar amigos e conhecidos. “Quando os fotografo, sinto que não estou a trabalhar, que estou apenas a passar tempo com eles. Interesso-me mais por captar a personalidade das pessoas, mais do que outra coisa, porque sinto que traz algo um elemento de empatia às imagens.” A norte-americana sente dificuldade em adaptar-se ao termo fotógrafa. “É difícil explicar aquilo que faço e sinto estranheza quando me chamam fotógrafa. Eu faço muita coisa para além de fotografia; apenas a utilizo como forma de registar as personagens e mundos que crio.” Iniciou-se na fotografia para tentar encontrar algum equilíbrio emocional na sua vida. “Mantenho-me focada no meu trabalho, que considero algo genuíno, e é assim que me mantenho feliz. Acredito piamente que se todos os artistas trabalharem desta forma e criarem algo genuíno, quem vê o trabalho terá maior possibilidade de se rever nele.” Vê a galeria completa no P3 (link na bio)

O fotógrafo @charlesjohnstone, de 66 anos, nasceu e cresceu em Manhattan, Nova Iorque. As suas deambulações pela cidade em busca de paisagens urbanas desertas tiveram início no Inverno de 2007, altura em que começou a coleccionar imagens de courts de basquetebol vazios. “Os campos municipais de andebol e basquetebol não eram de difícil acesso, já os que estavam inseridos em zonas escolares requereram quase sempre autorizações especiais”, explicou o fotógrafo ao The Guardian. Os locais desgastados pelo tempo e pelo uso “são artisticamente mais interessantes” para Johnstone, motivo por que os prefere em detrimento de campos pintados recentemente. Assim nasceu Thirty Four Basketball Courts, o seu primeiro fotolivro. Seguiram-se os títulos Brooklyn Corrugated Iron Fences, A Few Empty Pools, Some New York Handball Courts e New York Storefront Churches. “A série de imagens de campos de andebol foi a única que se estendeu pela Primavera”, explica.

A vivência no interior da ilha mais densamente populada da “cidade que nunca dorme” absorveu-o de tal forma que, durante as primeiras décadas de vida, se esqueceu de conhecer aquilo que a rodeava. “O meu conhecimento de outras áreas da cidade não era muito bom, motivo por que fazer estas imagens se revelou uma verdadeira experiência de aprendizagem”, explicou ao jornal inglês. “Tenho a sorte de ter um carro em Manhattan e de poder ir até Queens, Brooklyn, Bronx, sempre que quero.” As suas imagens são associadas ao trabalho do fotógrafo Ed Ruscha e a outros fotógrafos da New Topographic Era que revolucionaram, em 1975, a fotografia de paisagem nos Estados Unidos.

As fotografias que compõem a exposição Charles Johnstone: Cibachromes, patente na @josephbellowsgallery, em Nova Iorque, até dia 28 de Setembro, mostram que uma cidade com mais de 8,5 milhões de pessoas também pode estar deserta. Foram impressas com recurso à técnica cibachrome – um processo fotográfico usado na reprodução de slides em papel fotográfico que foi entretanto proibido por representar riscos para a saúde humana.

Vê a galeria completa no P3.

A natureza parece ser a solução esquecida para as alterações climáticas. Quem o defende são os organizadores da iniciativa The Forgotten Solution, lançada pelo @project.195, no Instagram. Atar uma fita a uma árvore e tirar uma fotografia com a etiqueta #TheForgottenSolution pode fazer a diferença porque cada fotografia vale a plantação de uma árvore.

A iniciativa envolve 195 países que assinaram o Acordo de Paris, em 2015, para a mudança do clima. A 12 de Setembro de 2018, o projecto apresentava 65 embaixadores de 60 países, mas pretendia subir a representação para um embaixador de cada um dos países envolvidos.

A cada instagram influencer cabe a tarefa de tirar uma fotografia com uma árvore representativa para o país ou para si, não esquecendo de a partilhar com a #TheForgottenSolution. Portugal é representado por Luís Octávio Costa (@kitato), jornalista do PÚBLICO, que conta com 74 mil seguidores. O cenário para a fotografia foi o ponto mais alto da Serra d’Arga de São Lourenço da Montaria, em Viana do Castelo.
Qualquer pessoa pode participar. A etiqueta #TheForgottenSolution já soma mais de 1200 identificações — e isso, já dissemos, é sinónimo de árvores plantadas.

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"As equipas de Médicos Sem Fronteiras (MSF) estão a testemunhar uma crise de saúde física e mental sem precedentes entre os homens, as mulheres e sobretudo as crianças que vivem no campo de refugiados Moria, em Lesbos, na Grécia. A organização MSF está a pedir a evacuação de emergência de todas as pessoas vulneráveis - especialmente das crianças - para outros destinos, quer para dentro da Grécia continental quer para outros destinos da União Europeia." O fotógrafo italiano Massimo Barberio, que publicou no P3, em Maio de 2018, o projecto Non Ducor, Duco encontra-se presentemente em Lesbos a documentar a realidade deste grupo.

O projecto será partilhado em breve, no P3.

O silêncio níveo que cobre a superfície gelada de um dos muitos lagos de Korpilahti, na Finlândia, é quebrado por rugidos de motores. Junto à linha de partida, aglomeram-se várias peças de sucata em estado funcional conduzidas por adolescentes que aguardam, nervosos, o sinal de largada.

O ruído atinge níveis ensurdecedores. Os veículos plissam ao longo da pista improvisada, lado a lado, cuspindo fumo e gelo. Alguns pilotos vão perdendo o controlo das viaturas e chocando contra as margens de neve macia do lago; outros “dão gás” na esperança de alcançar, antes de todos, a linha de meta. Durante a corrida, pilotos e espectadores sacodem o tédio mortal que domina as suas vidas. “As aldeias e vilas finlandesas podem ser um local difícil onde crescer”, assegurou o fotógrafo Ossi Piispanen ao P3, em entrevista por Skype. “Na maior parte do tempo, não há nada para fazer.” O finlandês cresceu em Saarijärvi, na região central da “terra dos mil lagos”, e sentiu na pele esse vazio.

Galeria no P3

A Valter Vinagre foi pedido que fotografasse exemplos de biodiversidade em Portugal. Provas vivas da natureza dinâmica, diversa, que iriam depois ser exibidas numa exposição colectiva em Madrid. Do que depois se seguiu, ninguém estava à espera. Ao apelo de vida, o fotógrafo português respondeu com exemplos de morte. Animais imutáveis, parados no tempo, embalsamados. Estávamos em 2010. A série fotográfica Animais de Estimação ecoou na galeria espanhola como um corpo estranho que desafiava o resto dos trabalhos da E.C0 2010, assinados por 20 colectivos da Europa e da América Latina. Agora, a partir de 15 de Setembro, a exposição pode ser visitada na Science Photo Gallery do Exploratório, o Centro Ciência Viva de Coimbra. O fotógrafo natural de Anadia (1954) vai apresentar as imagens às 17 horas de sábado. A entrada é gratuita e a exposição fica patente até Dezembro. A “teimosia” humana é a dona de cada um destes 13 animais de companhia. Têm lugar cativo em casas de Idanha-a-Nova como a materialização de memórias de um dia de caça ou de uma companhia. Outrora selvagens “são agora de estimação”. É a ilusão de vida, ao olhar humano — e Valter Vinagre não conseguiu resistir a mostrar esta ironia.
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Galeria no P3

A 5.ª edição da exposição PhotoFairs Shanghai promete “desafiar os limites da fotografia” com a apresentação de trabalhos de artistas de 55 galerias de arte de um total de 15 países (asiáticos, norte-americanos e europeus). A feira, que decorrerá entre 21 e 23 de Setembro, tornou-se, ao longo dos últimos quatro anos, uma referência mundial na área da comercialização de arte fotográfica, revelação de novos talentos e tendências, sendo mesmo, por muitos, apelidada “a Paris Photo do continente asiático”. Em exposição, este ano, vão estar os trabalhos de Marc Riboud, Jim Goldberg ou Alec Soth, da Magnum Photos, assim como os de artistas previamente publicados no P3, nomeadamente Anja Niemi, Chan Dick, Julie Blackmon ou Xyza Cruz Bacani. Ao longo das últimas quatro edições, a feira recebeu cerca de 100 mil coleccionadores, curadores e compradores de arte, “dando a todos a oportunidade de descobrir novos talentos” e novos trabalhos produzidos na China, um mercado que foi, ao longo de décadas, praticamente inexistente. Um dos objectivos da organização — a mesma responsável pelo concurso Sony World Photography Awards — é “mudar o rosto da fotografia contemporânea chinesa”.
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📸 Pixy Liao
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Galeria completa no P3

Debatível: qual a melhor coisa para ter numa mão, quando a outra está ocupada com um livro? Uma chávena de café irá certamente ser das opções mais votadas. Mas, no resto do Verão que ainda sobra, a proposta passa por uma outra sugestão mais refrescante. Emparelhe-se um livro com um gelado e se os dois, por azar ou distração, se encontrarem, lembra-te do designer nova-iorquino que somou mais de 25 mil seguidores a derreter gelados em romances. Ben Denzer é o autor das sobremesas improváveis que começou a cozinhar em 2016 como uma (deliciosa) crítica aos “bookstagrammers“, os influenciadores digitais que são pagos pelas editoras para publicar fotografias a segurar um determinado livro. “Para mim, os livros são fascinantes porque são tanto um objecto como conteúdo“, contou o designer ao Dezeen. Para os leitores ávidos que tropeçam na conta @ice_cream_books , é um passo à frente da irritação sentida quando alguém sublinha um livro a caneta ou marca uma página com uma dobra no canto. “As pessoas que me vêem a fotografar na rua tendem a ficar mais preocupadas com o gelado a derreter, enquanto as pessoas no Instagram preocupam-se mais com o estado em que ficam os livros.“
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Galeria no P3

Não fazem parte dos (estranhos) casos de animais de companhia que se parecem exactamente com os tutores. As 25 parelhas fotografadas por @gezgethings foram encenadas. O fotógrafo inglês escolheu os cães e depois partiu ao encontro da outra metade humana. O plano: fotografar os cães e depois pedir aos humanos que os imitassem. “É mais fácil coagir uma pessoa a imitar alguma coisa”, brinca, numa entrevista à revista Times. Encontrou os duplos de forma aleatória, na rua, no autocarro ou no Instagram, num processo de recrutamento muito natural. “Tive de encontrar uma forma educada de dizer: desculpe, parece-se mesmo com um poodle. Será que lhe posso tirar uma fotografia?”, conta. Depois de ser elogiada – “é para um projecto e você tem um cabelo maravilhoso/dentes interessantes/um nariz magnífico” –, a pessoa acedia ao pedido.

Peçam a um grupo de crianças que desenhe uma casa e os resultados não vão variar muito: cinco linhas, um triângulo pousado num quadrado. Peçam ao arquitecto Filipe Saraiva para desenhar a própria casa e o resultado também não varia assim tanto. A habitação familiar do arquitecto foi construída em 2016, na Melroeira, em Ourém, numa área rural ligeiramente inclinada. Dois anos depois, venceu o International Architecture Awards 2018, prémio atribuído no final de Agosto pelo Centro Europeu de Arquitectura, Arte e Estudos Urbanos e pelo Chicago Athenaeum — Museu de Arquitectura e Design dos Estados Unidos. A entrega do prémio está marcada para Setembro, em Atenas, na Grécia. Além da Casa em Ourém foi distinguida uma outra casa portuguesa, em Vila do Conde — a Touguinhó III, da autoria do arquitecto Raulino Silva.
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📸 João Morgado

O tutu que vemos nas imagens é composto, principalmente, por sal. Sim, leste bem: sal. A criação da israelita @sigalitlandau , que usa o Mar Morto como o seu estúdio de arte, nasceu a partir do mergulho de um tutu nas águas mais profundas e salgadas do mundo. O contacto com a água salgada faz com que o sal se deposite nas fibras do tecido e o relevo que se forma em torno do objecto intercepta mais partículas, que se vão sobrepondo até formar uma cobertura de cristal. O processo pode levar vários meses até estar concluído. Esta não é a primeira peça que Landau cria com recurso a esta técnica. A artista já cristalizou sapatos, um vestido de noiva, peças de mobiliário, instrumentos musicais, bicicletas, cestos, entre outros objectos do quotidiano.
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📸 Nir Elias/Reuters

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