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Priscilla Soares  Dentista (UFF), Mestre (UFRJ)e Doutorado (FIOCRUZ). ūüď©priscillassoares85@gmail.com

O feminino e o masculino, em essência são diferentes, e isso é inegável. No entanto, a subjugação social não se dá em relação a um aspecto da nossa natureza real. Dá-se, principalmente, pela ideia de dominação de um gênero em relação ao outro.
E √© imprescind√≠vel que compreendamos e saibamos acomodar ‚Äď de formas maduras e respons√°veis no debate p√ļblico ‚Äď a raiva que mulheres sentem ao se perceberem vitimadas por uma viol√™ncia estrutural e socialmente sancionada.
At√© porque a raiva, ela sustenta, n√£o pode ser um fim. A raiva √© contagiosa e tende a produzir pouco al√©m de mais raiva. Urge que os homens se ocupem menos ‚Äď e menos narcisicamente ‚Äď dos efeitos que nossa raiva produz em suas psiques e reputa√ß√Ķes, e deixem de ser babacas arrogantes que pensam ter monop√≥lio da condi√ß√£o humana. Misoginia √© √≥dio infundado. A raiva das mulheres √© perfeitamente justific√°vel.

#feminismo #feminista #rosaluxemburg #lutafeminista #mulheresnaluta

URSAL: onde tudo começou. Rs rs rs
#Ursal #fidelcastro

Sou da manh√£.
Do dia.
Do silêncio do mar.
De Iemanj√°.

Mar sob o ‚Äúsol‚ÄĚ
Cidade na luz...
07:15

#orfeu #nascerdosol #leme #mar #riodejaneiro #omelhorlugardomundo #sunrise

Vejo tantos companheiros, tantas vezes, se omitirem da realidade.
Muitos sustentam a asserção, imprudente ou mesmo perversa, que pobres que votam na direita; gays que apoiam conservadores; mulheres que desqualificam feministas; negros que afirmam o racismo como vitimização, seriam prejuízos incalculáveis para a luta pela igualdade social.
Um dos maiores pensadores brasileiros da nossa hist√≥ria recente e sua pedagogia do oprimido, precisa ser evocado quando fazemos tais elabora√ß√Ķes in√ļteis e desconexas com as realidades vivas dessas pessoas.
Caso contrário, nos juntaremos àqueles que enfrentamos em nosso compromisso na esfera política e institucional.

#paulofreire #pedagogiadooprimido #desigualdadesocial #oprimidosseraoexaltados

Mureta e vento.

Rio vaidoso mesmo em dias nublados.

Quando o que lhe resta de companhia, para seguir acordada para o debate, é o cão.

N√£o houve ‚Äúderrota hist√≥rica‚ÄĚ. Essa express√£o √© uma estrat√©gia midi√°tica para estancar novos movimentos que resistam, defendam os direitos da mulheres e denunciem as viol√™ncias contra n√≥s.
Essas mulheres levantaram suas vozes contra o patriarcado, a violência, contra dogmas religiosos dominantes na América Latina.
Ainda n√£o acabou.
√Č luta.

"Não seria um sonho comum a todos nós? Sonho de, no momento de maior fragilidade e desesperança de nossa existência, no instante em que o tênue fio que nos prende à vida está prestes a romper-se ou, quando não, já há algum tempo se esvaiu, sem que o notássemos e, de repente, pudéssemos recuperar, sem qualquer esforço, uma vibração que nada mais é que o sentido profundo de tudo aquilo que até então vivemos."
Proust, M. Em busca do tempo perdido - No caminho de Swann

Argumentos provenientes de valores machistas, mis√≥ginos e de uma moral religiosa impedem que o Brasil avance na legaliza√ß√£o do aborto. A lei que regulamenta a pr√°tica data de 1940, e ainda √© extremamente restritiva quanto a esse direito, tornando criminosa a mulher (e apenas a mulher) que pratica o aborto. H√° rar√≠ssimas exce√ß√Ķes. O direito √© concedido apenas em casos em que a vida ou a sa√ļde da m√£e est√° em risco, em casos em que a gravidez √© proveniente de viol√™ncia sexual ou quando √© comprovada anencefalia (m√° forma√ß√£o cong√™nita no c√©rebro).
Embora haja tamanha restri√ß√£o,¬† o aborto √© uma realidade no pa√≠s. A Pesquisa Nacional do Aborto realizada em 2010 pela Universidade de Bras√≠lia (UnB) revela que uma em cada sete brasileiras entre 18 e 39 anos j√° realizou ao menos um aborto na vida. Ao menos um quarto desses procedimentos levam a complica√ß√Ķes p√≥s-abortamento que podem levar as mulheres a ficarem est√©reis ou terem a sa√ļde comprometida por toda a vida. A cada dois dias uma mulher morre no pa√≠s decorrente da pr√°tica insegura. Muitas dessas mortes n√£o s√£o contabilizadas nos n√ļmeros da mortalidade materna do pa√≠s, o que dificulta uma resposta a n√≠vel de pol√≠ticas p√ļblicas para este indicador.
Experi√™ncias em pa√≠ses como M√©xico e Uruguai, onde a legaliza√ß√£o do aborto √© uma realidade, comprovam que o n√ļmero de mulheres que morrem em decorr√™ncia de pr√°ticas clandestinas caiu drasticamente. No Uruguai, esse n√ļmero chegou a zero. Segundo dados oficiais daquele pa√≠s, n√£o foi registrada a morte de nenhuma mulher que abortou de forma regulamentada entre dezembro de 2012 e maio de 2013.¬† √Č preciso ressaltar que o aborto n√£o √© um m√©todo contraceptivo, ele √© o √ļltimo recurso para se impedir uma gravidez indesejada.
No Brasil, uma legislação sobre a interrupção voluntária da gravidez ainda carece de uma ampla e profunda discussão entre a esfera governamental, o legislativo federal e a sociedade, em especial as mulheres, detentoras dos corpos e das vidas. Entretanto, é necessário ficarmos atentas aos projetos que tramitam no legislativo sobre o tema.
H√° in√ļmeros deles que versam sobre a quest√£o do aborto. (Continua)

N√£o desisto dessa franja.
A √ļnica que ousou o corte.
Recomendo muito essa pro!
@tmathias_ ‚̧ԳŹ

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