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Estilhaçada🥀  ↳ Since: 15.07.15 ™ ↳ Ativem as notificações🧐

[ C a p í t u l o 14 ]
A voz dela ainda gritava-me o nome, em dor. E todas as noites eu podia ouvi-la chorar, evocando-me em sonhos escuros e borrados. Mas, eu não estava lá para ouvi-la, ocupado demais, imbecil demais.
A dor se tornava pesada, insuportável.
Se eu tivesse atendido aquela ligação...
Se eu apenas tivesse atendido...
Esfreguei as palmas das mãos dos olhos, afastando as lágrimas que decidiram brotar.
Uma maldita ligação.
A dor era boa. Ela me trazia Carol para mais perto. A dor nunca deixaria-a partir.
Precisava de perdão, agora que pecara. Precisava de redenção pela infidelidade. E assim, eu sabia porque Carol morrera: eu nunca a mereci e por isso, fora tomada de mim.
E nunca mais teria de volta.
Não podia mais amar.
Deus não queria minha felicidade e eu não podia medir esforços com o poder divino.
Apenas aceitar.
Odiava a caipira de Kersville por afastar, mesmo que por segundos, minha amada Carol de mim.
Odiava-me ainda mais por permitir. Ao mesmo tempo agradecia a petulância de Juli a negar-me, como nem Carol fora capaz de fazer.
Assim estava seguro, amarrado a minha promessa. A minha Carol. Ao desejo e amor que apenas pertenciam a ela.
Logo estaria no Texas e pagaria o primeiro jatinho para casa. Para a segurança do cheiro de Carol nas suas roupas guardadas, nas suas fotos espalhadas pela casa e em seus quadros, o nosso amor.
Lá estava o sorriso de Carol, minha mulher.
A única. Sim, Romeo. A única.
A dor, minhas correntes.
A vida, uma espera.
O amor, um pecado.
A felicidade, nunca mais.

[ C a p í t u l o 13 ]
Horas depois, o resgate chegou. Mergulhei no banco traseiro se quer ateando o cinto.
Fechei imediatamente meus olhos. Suspirei, retirando o óculos.
O que tinha me ocorrido àquele dado e estúpido momento de insanidade, em achar que uma desconhecida merecia por qualquer motivo meu apoio e empatia?
Inspirei.
Senta-me um traidor de meus princípios. Infiel a única promessa cuja sanidade sustentava. Impuro. Covarde.
Desejar, mesmo que fisicamente outra mulher, depois de todos os malditos anos, parecia errado, como um crime.
Como me redimir depois da sinceridades estúpida de minhas vontades que enganava-me?
Meu amor era apenas dela, sepultado com ela, a espera. Até o dia que fosse possível — se fosse possível — reencontrá-la.
Meus dedos correram ansiosos até o bolso no meu blazer, odiando-me cada segundo a mais pelo meu comportamento inaceitável.
A aliança reluzia entre meus dedos, até morrer no anelar da mão esquerda, como a algema, a corrente que era. E era assim que a paz retornava, atenuando a dor. Era daquela forma que desejava me sentir: preso a Carol, condenado a viuvez até o último dia.
A reminiscência do sorriso de Carol, gentil e harmonioso, esbofeteou-me mais dolorosamente que qualquer golpe.
A dor, profunda e enraizada, era de fato tudo que me prendia a minha esposa. Eu a amava e a amaria até que meus ossos apodrecessem com meu último suspiro. E nenhuma outra merecia aquela devoção, se não minha Carol.
Minha exuberante Carol.
A liga metálica entre meus dedos pesava. Correntes, sim. Trazia-me o poder do cheiro de Carol que chegava a ser sufocante.
Culpado, meu peito doía.
Sexo era apenas uma necessidade. O desejo, esse não.
Meu coração que ainda palpitava era de Carol. Sempre seria. Eu nunca a libertaria que por egoísmo, necessitava da dor.

[ C a p í t u l o 12 ]
Não, eu provavelmente tinha entendido errado.
Eu: Escute meu bem. — minha voz saiu ainda controlada, mas uma oitava a cima.
Meus dedos deslizaram até seus ombros, meus dedos trazendo-a para mim.
Juliette: Eu disse que não! — esbravejou, espalmando os cincos dedos em meu rosto.
Fui tomado por choque e confusão, quando o calor ardido explodia em minha face, tornado-a rubra.
Meus olhos estavam numa Juli que se afastava em passos largos.
Uma ira se espalhou por meu corpo. Um. Tapa. Na. Cara.
Ninguém nunca ousara de quer levantar a voz para mim.
Maldita garota! Maldita fosse aquela caipira do Texas!
Eu: Doida! Maluca! — minha voz berrou em uma série de xingamentos, enquanto ela me ignorava e entrava no banco de carona do carro. — Sua maluca caipira!
Juliette: Perturbado psicopata! — gritou antes de sentar e atar o cinto.
Muito bem feito, imbecil. Muito bem feito.
Era a paga por ser tão idiota!
Marchei pela rua com a ira transbordando pela artérias.
Quem era aquela pirralha? Ah, droga!
Meus olhos, em profunda ira, não encontraram Hector e muito menos o carro.
Eu: HECTOR! — bradei pelo meu motorista.
Fechei os olhos buscando autocontrole em algum lugar de mim. Eu quebrei a cara por uma desconhecida maluca qualquer! Qual era o meu problema?
Idiota.
Que ela orasse para nunca mais encontrar-me, acaso ou não. Ou a faria pagar muito caro. Muito caro.
E foi assim, diante das circunstâncias mais adversas e contraditórias, que Juli entrou em minha vida, abrindo uma jaula e retirando o homem mais impulsivo e passional que havia dentro de mim, encurralando-me.
Era como um fenômeno da natureza, um raio que cairia duas e mais milhares de vezes a mais: imprevisível, irritante e subitamente arrebatadora.

[ C a p í t u l o 11 ]
Romeo Mittal narrando:
Não, eu não tinha como plano apagar o cara com um soco num bar no meio do nada, por causa de uma garota.
Visto que eu não brigava, o episódio inédito ainda me suspendia no ar como uma incógnita.
Romeo Mittal não pedia controle nunca, muito menos por uma mulher. Algo em mim não desejava que ela fosse tocada. Muito menos por quem não merecia.
No entanto, Juli parecia capaz de ser derretida a calor e eu me precipitava por um desejo infantil e desmedido de prová-la, de assistir seu corpo profundo no meu, de saber o quanto suportaria até desmaiar exausta.
Aquele, movido por instintos, não era eu. Tampouco, me enxergava em minhas mãos espalmadas e meus dedos ansiosos na sua direção.
Eu: Nosso acordo não era esse. — expliquei, deslizando meus dedos por seu rosto, dos quais ela desviou.
Franzi o cenho, reprovando sua atitude. Não queria sua repulsa.
Eu só tinha vontade de agarrar seus lábios retorcidos e teimosos e beijá-los, como toda força e prazer. E levá-la para cama.
De senti-la em mim.
Juliette: Você nocauteou o Brad! Ele está apagado lá dentro. — rosnou, nervosa. — Tem noção do que fez?!
Eu: Foi um acordo, docinho. Você me pediu isso, não é minha culpa ser cavalheiro e proteger minha dama. — minha voz soou melosa e sarcástica, em tom baixo e rouco.
Eu: Oh, oh, calma aí. Eu não tenho nada de sua, muito menos de dama. — exigiu reparo de imediato. — Foi só um beijo, ok?
Ainda, minha doce Juli. Você ainda será minha mulher.
Mas, o jeito que ela me recusava ardia-me no ego.
Eu: Pode ser muito mais que isso, muito mais mesmo. — sugeri, deslizando meus dedos por seu braço, vendo-a se arrepiar.
Seus olhos passearam pelos meus.
Juliette: Mas não vai.
O quê?!
O ar escapou-me entre os lábios.
Era a primeira vez. Estava sendo rejeitado...?! Por uma caipira. Pisquei atônico.

[ C a p í t u l o 10 ]
Tomei fôlego assistindo Brad rosnar e avançar. Mas, meus olhos não foram capazes de fecharem-se e, logo em seguida, assistiram o nocaute mais estonteante da face da Terra, que balançou o Snake’s Hole Bar aos gritos.
Um jab perfeito que fez Brad — um dos melhores lutadores de judô que conhecia — cambalear e cair desarmado sobre uma das mesas de madeira que cedeu-se ao impacto e abriu-se.
O ar escapou-me pelos pulmões enquanto o trovão moreno correu na direção de Brad, finalizando-o de uma vez por todas.
Ele apagou. Simplesmente apagou.
O forasteiro retirou dois cartões elegantemente da carteira, deixando um sobre um Brad desacordado e um deslizando sobre o balcão do bar, em direção a Jack.
Xxx: Mande a conta para esse endereço. — murmurou pegando os óculos em cima da mesa e depositando no rosto.
Elegante.
Feroz.
Voraz.
Sedutor.
Playboy.
Meus olhos não podia se afastar dele. Quem era aquele homem?
Xxx: Juli! — sua voz rosnou rouca. — Juliette. Jade apareceu no meu campo de visão como uma tempestade, arrastando-me para longe do meu objeto de desejo, para longe da confusão e saída.
Meus passos estavam rápidos até chegar no carro.
Jade: Vamos, Juli. Entra! — murmurou, empurrando-me para dentro do carro. — Oh, meu Deus! Não acredito no que eu acabei de ver! Que porra foi aquela?
Senti a presença do estrangeiro atrás de nós, o que foi o suficiente para que Jade explodisse.
Jade: Escuta aqui, qual o teu lance cara? — berrou, lançando-se em direção do homem como uma leoa ao defender seus filhotes.
Suspirei lentamente, revezando o olhar entre os dois.
Xxx: Você é amiga dela? — perguntou, curioso.
Jade: Irmã, palhaço. E não ouse avançar mais um passo ou tiro suas bolas com as mãos. — ameaçou, e se um olhar matasse, na certa o forasteiro estaria partindo dessa para melhor. Ou não.
Precisava tomar conta da situação.
Eu: Me espera no carro, Jade. — pedi, caminhando até os dois.
O estrangeiro sorriu.
Jade: Nem ache que eu não pensaria duas vezes antes de voltar e arrancar esse seu sorriso, idiota. — grunhiu antes de afastar-se.

[ C a p í t u l o 9 ]
Os gestos do forasteiro, sua libido gritavam para a força anti natural de sua áurea apavorante e intrigante.
Brad: Você vem. — exigiu, tomando meu braço num puxão que me fez perder um pouco o equilíbrio de gente bêbada e tropeçar para frente.
Os dedos do forasteiro me puxaram de volta, impedindo-me de cair de cara.
Eu: Qual o seu problema?! — minha voz soou alta e irritada.
Brad: Você vai me escutar, Juliette.
Meus olhos arregalaram-se quando veio novamente ao meu encontro, mas antes que me alcançasse, algo se pôs entre mim e ele, arrebatando possessivamente algo que se quer lhe pertencia.
Não podia ver perfeitamente seu rosto, mas sentia seu desdém e soberba.
Xxx: Odeio gente que não sabe a hora de desistir. — o estrangeiro debochou encarando Brad de homem para homem.
Brad: Você não vai tomar minha mulher, seu marica.
Ele rosnou, empurrando o forasteiro pelo ombro. Este, não se moveu, ao invés, sorriu quase revirando os olhos.
Xxx: Ou...? Brad: Eu vou acabar com você, palhaço!
Naquela altura metade do bar assistia apreensivos. Ah, merda!
Xxx: Quando eu acabar com ele vai me deixar levá-la pra casa? — investigou o estrangeiro, a voz em deboche, mas sincera.
Fitei-o, sem resposta, sem voz. Seus olhos claros esperavam ansiosos por minha resposta.
Era sério?!
Deus, ele falava sério!
Eu: Sim. — afirmei, tomada pelo medo que Brad voltasse a me perseguir e que fosse violento.
Os lábios do forasteiro iluminaram-se completamente sedutor.
Xxx: Feche os olhos, baby. — pediu, quase aconselhando. — Você nãos vai querer recordar dele com a cara que eu vou esculpir.

[ C a p í t u l o 8 ]
Juliette Rossi narrando:
Enterrei desesperadamente meus lábios no sadismo obscuro do desconhecido a minha frente.
Brad caminhava em minha direção, desbravando entre as mesas de sinuca e canecas de cervejas. Enterrei minhas mãos no cabelo úmido de um profundo castanho areia, enquanto a língua lasciva do forasteiro escorregava por entre as minhas.
Ele tomou minha cintura possessivamente. Perdi o fôlego por alguns segundos.
Arquejei lentamente enquanto desgrudava-me dele. Seus olhos escorriam poder e luxúria na minha direção. Aquele homem não era usado, usava.
Meu peito descia e subia em descompasso. E pela primeira vez depois do meu término, eu sentia sacudida, acordando.
Provavelmente, a bebida exagerada deu seu toque final.
Brad aproximou-se um segundo, enquanto permanecia nos braços do forasteiro com sua barba roçando em meu ouvido.
Xxx: Aquele é o seu namorado? — a voz dele saiu sussurrante e sarcástica.
Permaneci em silêncio e levei mais tempo do que deveria antes de desviar os olhos para a figura furiosa do meu ex namorado.
Xxx: Não vai me apresentar seu amigo, Juli? — a voz do estrangeiro soou novamente articulada e sedutora.
Meus olhos correram entre Brad e o homem com certa tensão. Meu coração acelerou e morreu.
Eu: Este é o Brad. — anunciei.
Brad: O namorado dela, idiota. — corrigiu furioso e enciumado. — Então sai de cima, palhaço.
Eu conhecia aquele expressão e pouca coisa que se seguiria seria boa. Meus dedos apertaram-se na camisa do forasteiro, em alerta.
O estrangeiro riu.
Eu: A loira do apartamento não deve concordar com você, amigão. — desdenhei em um deboche intenso.
Os olhos de Brad se tornaram escuros de raiva e ciúmes.
Brad: Nós precisamos conversar. — exigiu ele, tomando meu braço livre, puxando-me a seu favor.
O movimento me fez relutar, puxando o braço.
Eu: Ah cara, não faça esse papel de babaca. Fique na sua. — pedi. — Eu já estou na minha.
Os dedos do forasteiro apertaram-me dolorosamente, afundando na carne das minhas nádegas.

[ C a p í t u l o 7 ]
Quando ousei sair, sua voz ecoou perto de mim.
Juliette: Ou...? — sugeriu, segura de si.
Aquilo foi o estopim.
Eu: Escuta, você não é muito petulante para uma mulher do interior? — esbravejei com o rosto tenso.
Juliette: E você não é um arrogante demais para um forasteiro metido, com essa cara de quem tem o mundo aos pés, mas no fundo não vale... nada?
Ri, um riso sombrio e tempestuoso.
Eu não seria mais humilhado por uma caipira mal instruída do fim do mundo.
Maldita hora que meu carro atolou nesse lugar horrendo. Meu corpo fervilhava. Era só uma pirralha. Acabe com ela, Romeo!
Eu: Se eu fosse você, dobrava a língua. Você não sabe com quem está falando. — alertei com a mandíbula cerrada.
Seus olhos me analisaram, curiosos. Não havia uma pintada de medo. Nada.
Juliette: Você também não.
Uma faísca intensa fulgurou entre nossos olhos, raiva e ira, incompreensão e audácia.
Audácia.
Petulância.
Fogo no olhar.
Meus olhos estavam fixos nela incrédulos. Quem era aquela maldita mulher?
Antes que as palavras viessem, fora calado. As mãos cercaram meu pescoço, puxando-me para ela. Seus lábios tinham um gosto intenso, tentador e desconhecido que fazia meus músculos enrijecerem.
Provavelmente, nunca mais haveria. Mas eu sabia que precisava tê-la.
Um beijo angustiado e rápido, forte, intenso, prefixado por um nome e um arquejo de choque me tomou. Ela murmurou um nome que não era o meu, fazendo meus olhos se voarem para o homem que se aproximava.
Então, aquele era o nome do seu “coração partido”. Sorri desafiado. “Brad”.

[ c a p í t u l o 6 ]
Romeo Mittal narrando:
A garganta estava endurecida, rouca e grave. O desafio que aquela garota fazia para mim me deixava completamente perturbado.
Ela tinha médios cabelos pesados e marrons claros que deslizavam pegajosos por seu pescoço e costas. Seus olhos eram vívidos e amendoados, mesclados com a tonalidade azul esverdeada.
Sua pele branca entrava em destaque com todo o restante do corpo e roupa. Cada movimento descuidado cintilava sob a luz artificial, por causo do suor.
Era totalmente algo fora do meu controle. Odiava isso. E me odiava por deixar sua petulância passar.
Xxx: Homens. — reportou, escapando para a lateral e pondo-se em pé.
Eu: Você é lésbica? — minha voz saiu firme e duvidosa.
Eu não entendia.
Um riso alto explodiu bem na minha cara, enquanto ela resfolegava.
Ela era louca.
Xxx: Não, eu não tive a sorte. — riu-se, as bochechas coradas e seus lábios repuxados em êxtase.
Por um segundo, me senti um idiota. Rígido, não desviei dela. Estava rindo da minha cara, fazendo-me de palhaço.
Raiva. Eu tinha muita raiva.
Ela estendeu-me a pequena mão com um sorriso fixado nos lábios. Segundos depois desistiu de ser amistosa, quando não correspondi.
Xxx: Sou Juli. Muito prazer em conhecê-lo, Sr. Educação.
Os argumentos ficavam presos em minha garganta, ela me desconcertava como apenas outra pessoa no mundo podia fazer.
Eu: O prazer é todo seu. — afirmei, mau humorado.
Estava discutindo com uma criança do interior, por deuses! Um grunhido patético de derrota ruminou em meu peito, enquanto tomava meu óculos sob a bancada e deixava uma nota de cinquenta dólares pela dose da bebida que sequer tomei.
Eu: Não se meta onde não é chamada.

[ c a p í t u l o 5 ]
Os olhos deles voaram irritadiços para mim, incrédulos da petulância.
Xxx: O quê? — indagou com a voz grossa, rude e raivosa.
Eu: Não seja um babaca de merda de graça.
Deixei a caneca no balcão, dando os ombros e caminhando para longe. Entretanto, perdendo o equilíbrio, tropecei entre meus pés, certa da queda e dos hematomas.
Mas, mãos rudes, grandes e precisas me apararam. Enquanto, eu me apoiava na bancada e gemia frustada de humilhação.
Ah não, porra...
Ele conduziu-me até a cadeira rudemente e me deixou cair pesadamente. Seus olhos eram frios, raivosos e insultados.
Sua boca se retesava em uma linha dura e rústica.
Seu olhar sobre mim era intenso, dominador, encolhendo-me e pressionando-me.
Meus olhos estavam nele. E o medo e a angústia em mim, não diminuía a profundidade de sua beleza.
Meu coração acelerou e falhou, perdendo o maldito controle.
Xxx: Você deve um “obrigada” ao babaca.
Bufei, irritada.
Eu: Obrigada, grande babaca. — anunciei, sem mais delongas.
Ele se aproximou de mim como uma cobra peçonhenta, na espreita, esperando sua presa.
Seus olhar dizia tudo sobre mim: um desafio.
Eu não gostava daquilo, de não ter controle.
Xxx: Qual o seu problema? — indagou, diante de uma análise nada discreta.
Sentia que o deixava perturbado, angustiado diante do meu desafio.
Ele não titubeou em nenhum momento, continuava a analisar meu rosto, sem se deixar ser tocado e totalmente acostumado com a pressão que fazia sob as pessoas.
Não podia negar que estava adorando desafiá-lo, algo que fazia com muita frequência quando o teor de álcool estava em meu organismo era alto.

[ c a p í t u l o 4 ]
Jade corria na minha direção, batendo palma e logo me abraçando.
Jade: Você acabou com aquele idiota! Sorri. Cansada e sedenta, caminhei até o bar e pedi outro shot. Euforia passada, agora sentia a solidão e a raiva retomarem o seu lugar.
Meus olhos pesavam.
Meus movimentos letárgicos e as vozes em coro, exigiam de mim concentração suficiente para não desmoronar emocionalmente.
Xxx: Uma dose Whiskey, sem gelo. — exigiu uma voz masculina e rude ao meu lado, com um sotaque sulista.
Meus olhos desviaram-se para o homem, ocasionalmente perdendo o fio da meada. Bêbada demais para disfarçar o choque encarei aqueles olhos azuis intenso e indecifráveis fitar o relógio.
Tinha cabelos cor de areia marrom, encharcados, desenhando pequenos arcos em sua nuca. Os óculos de grau elegantes estavam embaçados por sob a mesa. Envolto em roupas elegantes demais para um bar no meio do nada, o estranho tinha uma expressão violenta e mau humorada no rosto, quase resignado.
Algo em sua áurea era assustador e maldito, como a tempestade nascente que causava-me desconforto. A garota assistente do balcão aproximou-se dele, analisando-o minuciosamente.
Xxx: Você não é daqui, é? — indagou a moça, encostando-se no balcão bem provocativa.
Os olhos dele sequer desviaram, evidenciando seu desinteresse. Um sorriso debochado surgiu no rosto.
Xxx: É necessário um prontuário médico e comprovante de residência também, pra conseguir uma maldita dose? — perguntou o cretino, encarando-a debochadamente.
A garota, envergonhada, deixou o balcão saindo humilhada do local.
Era essa a raça masculina: imbecil e imprestável. Suspirei.
Eu: Os caras são todos babacas. — balbuciei, com os olhos presos na caneca de vidro. — Olhe na cara dela antes de dispensá-la. Você não precisava ter sido tão idiota.

[ c a p í t u l o 3 ]
Meus olhos correram para a figura. Era um homem alto, em seus 30 anos. Tinha barba por fazer e olhos castanhos, o cabelo cor de mel corria até o início do pescoço.
Ele depositou um beijo rápido nos lábios de Jade, que retribuiu alegremente.
Jade: Levi, essa é minha irmãzinha da capital que não gosta de caipiras, Juliette.
Eu: Só Juli. — afirmei. — E não acredite em nada que ela diz, é louca.
Levi riu, enquanto Jack elaborava mais uma bebida.
Levi: Dois chops, amigo. — pediu.
Jade: Três. — corrigiu, lançando-me um olhar perigoso. — Essa mocinha vai me acompanhar hoje.
Levi: Ninguém acompanha você quando se trata de bebida, meu bem. — riu, pegando a bebida com Jack.
Eu ri, certa de inocência do homem. Peguei o shot de tequila e derrubei de uma vez. O homem me olhou surpreso.
Jade: Aparentemente você não conhece a família Rossi. — disse orgulhosa. — Jack, quando começa o karaokê? Quero quatro fichas.
Lancei-lhe um olhar, ciente o suficiente de que aquilo era um mal sinal.
Jack: Se você cantar, vendi todas. — afirmou, entregando-me mais um shot.
Com uma lufada de ar, ingeri a bebida rapidamente, sentindo o calor dela em meu estômago.
Jade: Juli vai cantar hoje.
Eu: Você só pode estar louca.
Gargalhei nervosa.
Engoli em seco, meus olhos pousaram no palco.
Péssima ideia. Meia hora depois estava bêbada demais para negar.
Tropeçando e com o riso frouxo demais, subindo no palco pegando o violão e sentando no banco.
Eu: Essa vai para um cretino de merda, um filho da puta de verdade que acabou comigo! — argumentei, enquanto Jade gargalhava descontroladamente. — Brad Bosta Wilson, essa é pra você!
Ás gargalhadas e gritos, cantei a canção. Ao fim, um salva de palmas explodi e artisticamente agradeci, inclinando-me para o salva de palmas.

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