frangalhos frangalhos

91 posts   723 followers   1,839 followings

bruna em frangalhos  "I'm leaving you a rather melancholy picture, but in the depths of my heart I am happy. I have spoken frankly, forgive me." • brasília • 1998

um pouco perdida nas idas & vindas desse processo de se ter gatilho em todas as conversas e em todas as vidas com a qual eu cruzo o caminho - eu queria abrir um buraco na minha cabeça, grande o suficiente para que você pudesse ver que, naquele caos psíquico, eu não tenho nada que se pareça com alguma autonomia - eu flutuo nesses espaços de lamentação & estresse - e eu queria só dormir juntinho.
ser humana não me faz menos ansiosa.

Releitura meio borrada da arte da Thais Jacoponi, capa de um dos álbuns mais lindos do mundo inteirinho: Elã, Kalouv. ♡

Antes de colagens digitais, eu me atrevia um pouco a fazer algumas coisas de pixel art. Mexer com esse painel quadriculado exige um pouco de concentração e, portanto, a pixel art também me era uma meditação. Era um jeito que eu tinha de parar um pouco o fluxo de informações que perpassava minha cabeça ao longo dos dias. Como é muito difícil "criar" do zero, eu reproduzia algumas artes de coisas que eu gosto. Essa daqui é uma reprodução do filme Submarine, de 2010. Lembro que eu assisti esse filme a primeira vez em 2013, quando eu tinha quinze anos. Eu via o relacionamento da Jordana com o Oliver de uma maneira muito diferente da que eu vejo hoje, que é bem menos romantizada, diga-se de passagem. Mas ainda me encontro nos diálogos dos dois e na trilha sonora muito afetuosa desse filme. (E até hoje eu babo no cabelo clichezaum de Jordana)

Estou impossibilitada de fazer colagens por esses dias, mas a máxima de não deixe o feed morrer segue viva.

tríplice.

O Ocidente desmonta sobre as nossas costas um bocado de balelas astrais, pautadas em teorias tiradas do nada & a partir de nada. Justificativas sem fim e séculos e séculos de desaprovação. Páginas de desmanches e perdas e (des)identidades. Outro dia no café, uma conhecida me disse que sabia o nome de cinco séculos de família enquanto eu me detinha a pensar no conceito de família. Um bando de acervos ambulantes, memórias coletivas e mapas astrais transitando em nossos corpos. O mundo é um e s p a ç o construído e ditado por vozes graves demais pros nossos ouvidos.

//e uma vida sem amor não há cristão que aguente. // (isabel - posada)

Tô na Universidade desde 2016. Desde então, muita gente já cruzou meu fluxo & contra fluxo de ideias. Uma delas foi minha amiga Gabi Costa, que esse ano vai bailar em tons colombianos muy shakira loca. E daí eu quis fazer esse mimo pra ela pra que ela sempre lembre o quanto a presença forte dela foi crucial em muitos momentos da minha vida. Gabi, meu amor, o mundo merece que você vague por ele levando toda essa sua sabedoria, esse seu carinho, esse teu cuidado todo. Eu espero poder acompanhar muitos dos passos que você dará nessa caminhada, você é uma inspiração das mais balburdiosas que conheço! Sou muito grata por você compartilhar um pouco da sua vivência comigo nesses anos de descobertas pessoais e acadêmicas, viu?
Davis foi a escolhida porque lembro que conversamos muitíssimo sobre ela, dentre as nossas conversas todas.
A gente inda nem começou, viu? Conta comigo.

Espirais em rotação dentro dos meus ciclos: todas as minhas literaturas inseridas nas lacunas da minha memória. Todas as páginas lidas escaparam do meu acervo pessoal. Quando você me pergunta dos livros que eu li, os ecos se confundem com os borges e as lispector e os london. Os contos se confundem e eu não me recordo do final de nenhum deles.
Memórias literárias. Ou a falta delas.

devil at crossroads

robert johnson.

Minhas ancas, as ancas de minha mãe, as ancas da mãe de minha mãe. As ancas de todas as mães, conjuradas no sangue que pulsa & corre nos meus espaços. E todas as histórias de todas as vulvas que fugiram ao meu lado me acariciam na hora de dormir. Eu sou todas elas e me apoio nelas esperando que minhas compulsões não mais sobrevivam.
As mulheres ainda correm com os lobos.

Eu perdi um pouco o prumo da escrita porque a ciência ela poda um pouco da sua fluidez. Quando criança, eu costumava criar narrativas para tudo quanto é coisa que eu via: uma Janela (assim mesmo, com jota maiúsculo) tinha toda um background sentimental que a fazia ser aquela Janela. A minha Janela. Tudo tinha história, tinha vida, tinha memória. A Bruna criança tinha um repertório criativo infindável e a nostalgia me atinge forte o peito quando paro para pensar nos anos anteriores aos meus atuais vinte e um anos. Mas quem é nostálgico aos vinte e poucos anos está perdendo alguma da vida, eu penso. Bate um pouco de pena de mim mesma de saber que eu lido com as minhas memórias em uma espécie de classificação absurda, onde alguns fatos têm mais peso do que outros. Eu, na verdade, sou uma amálgama de tudo quanto é coisa e a narrativa da Janela ainda é a minha narrativa de Janela. "Menininha não cresça mais não, eu só quero você a três palmos do chão". A voz do meu pai ainda me ressoa aos ouvidos, a gente com o violão na mão, ele traçando qualquer nota com os dedos da mão esquerda. Eu estou bem mais distante do chão agora. Os três palmos viraram cinco que viraram dez que viraram vinte.

.(auto) responsabilidade afetiva.

Most Popular Instagram Hashtags