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ūüéľ  FANFIC's - Crisllana ‚úć Se a Saudade n√£o vai embora √© porque o Amor decidiu Ficar. Cristiano Ara√ļjo e Allana Moraes ‚̧ԳŹ Eternos

#Cap17

ALLANA NARRANDO.

Depois que sai da barraca do Dr¬į Cristiano fiquei mal, encontrei Maike no caminho e ele me perguntou se estava tudo bem, eu responde que sim, mas no segundo depois, me vi perdida em minhas pr√≥prias l√°grimas. Nunca tinha chorado tanto como chorei hoje, estava mal, triste, me sentindo uma incapaz, talvez uma mistura de sentimentos estivesse me invadindo, pois eu n√£o entendia de fato o meu comportamento por conta de uma discuss√£o t√£o boba.
Quando entrei na barraca Vic, dormia, Katia, estava lendo e eu evitei falar com ela, fui para o local aonde se tomava banho, e fiquei lá por longos minutos, pensando em tudo, pensando principalmente no propósito que havia me feito vir até aqui. Depois de um tempo, decidir ir deitar, afinal de contas acordaríamos cedo.

Em um hor√°rio mais cedo V√≠tor nos chamou, avisou que t√≠nhamos cerca de 30 minutos, para n√≥s alimentamos e ficarmos prontas. Conversei com Vic rapidamente que falou sobre a situa√ß√£o devastadora que era aquele lugar dos pacientes doentes. Ela falou do pa√≠s, de governo, pol√≠tica, sa√ļde p√ļblica, mas confesso que n√£o entendia nada, minha mente n√£o estava ali, apenas meu corpo estava, eu ainda estava ligada na minha conversa da noite anterior com Cristiano.
Vic: Allana, você está me ouvindo? - ela estralou os dedos na minha frente. E eu superei.

Allana: Ain, amiga desculpe, tive uma noite péssima. Não estou para conversa agora. Depois falamos sobre isso. - Precisamos ir! Katia? - me virei para saber se ela também já estava pronta.
Katia: Hoje no horário. - estava com uma roupa muito mais apresentável, do que a do dia anterior, acho que em fim ela tinha caído na real, Graças a Deus.
Saímos da barraca e demos de cara com Cristiano. Ele parecia estar nervosos em nos ver. Assim as três, mais ué, será que ele me esperava?

#Cap16

Cris: Da no mesmo - falei sem paciência - Ela já aceitava a morte dele, e agora se culpa, acha que não é mais válido viver, já que não tem família. E tudo isso é culpa sua. Você deu esperanças. - apontei pra ela.
Allana: √Č que mal h√° dar esperan√ßas para essas pessoas, pelo que eu li tudo que eles querem e ter no que em se agarrar, eu falei a verdade, falei o que acho que v√° acontecer mesmo, vamos conseguir salvar muitas vidas, vamos evitar mortes, ent√£o n√£o dei t√£o falsas esperan√ßas assim n√©? - ela disse e eu sorrir sarc√°stico.

Cris: N√£o vou discutir nem tentar colocar na sua cabe√ßa que AQUI AS COISAS N√ÉO FUNCIONAM ASSIM. - enfatizei bem alto - Aqui as coisas s√£o diferentes. Aqui eles se apegam a tudo que voc√™ diz, por isso n√£o se d√° falsas esperan√ßas. Ser√° que √© t√£o d√≥cil para entender? Aqui n√£o √© esse mundo que vice est√° acostumada a viver n√£o, aqui e outro mundo. - ela ficou me olhando sem nem piscar os olhos. Me calei por alguns instantes e vi em seguida ela sair da minha barraca correndo, como se eu estivesse sendo um le√£o com vontade de devora-la e me sentir p√©ssimo por aquilo. Droga! tamb√©m n√£o queria ter gritado tanto assim! Mas porra, essa Dr¬į estava passando demais dos limites comigo. Tentei ir atr√°s dela, mas olhei e vi que ela estava com o insuport√°vel do outro m√©dico, ele a amparava, fiquei os olhando por alguns segundos, at√© que Jamal, um morador daqui chamou a minha aten√ß√£o, Nana estava com febre e eu vi que aquela noite seria mais uma tensa. Ela tinha mesmo ficado muito abalada com tudo, ent√£o fui v√™-la.
E quando enfim conseguir me deitar era bem tarde, o silêncio já reinava e eu fiquei pensando na forma que falei com Drª não queria ter sido tão estupido com ela, mas precisava que ela tomasse ciência de como as coisas aqui funcionam. Suspirei fundo fechando os olhos deixando que o sono me dominasse, amanhã seria outro dia, eu tentaria falar com ela para me desculpar pela forma tão entupida que falei.

#Cap15

CRISTIANO NARRANDO.

Allana: Ah meu Deus, me...me desculpe. - ela se virou de costas cobrindo o rosto. E eu n√£o sei porque que porra, mas gostei daquilo, ficou t√£o... meigo, s√ļtil. - balancei a cabe√ßa espantando aquele absurdo da mente.

Cris: O que quer Dr¬į Allana ? - era a primeira vez que pronunciava o nome dela, coloquei minha camisa que ainda estava nas minhas m√£os e a esperei se virar novamente pra mim.
Allana: Bom, eu, eu vim aqui para dizer que a culpa não é minha, não tenho nenhuma culpa das coisas que me acusou. - ela parecia ter perdido a força no que tinha vindo me dizer, me olhava de forma estranha, analisando-me. Será que ela... não, lógico que não!
Cris: Deixa eu ao saber, em qual mundo a senhora vive? - ela nada disse - Chegou aqui dando esperan√ßas para essas pessoas que lutam a cada dia para viver, a maioria delas tem parentes doentes l√° naquele lugar, alguns deles j√° quase j√° morrendo, outros doentes permanentes. Aquele rapaz era o √ļnico parente vivo da Nana, voc√™ disse a ela que ele ia ficar bem, disse que voc√™ e sua equipe de m√©dicos chegou para curar tudo e todos? Isso n√£o se faz. - falei um pouco grosso e ela piscou.
Allana: Eu n√£o falei isso Dr¬į Cristiano, falei que t√≠nhamos trazido medicamentos, vacinas e que juntamente com voc√™ far√≠amos de tudo para salv√°-los. - ela rebateu ainda assim, com a voz mais suave. Porra, porra, porra. - resmunguei mentalmente, depois de ve-l√° indefesa na minha frente. O que inferno estava acontecendo comigo? Porque estava sentindo essas coisas? - respirei fundo, e voltei a minha postura.

#Cap14

Pra nosso azar, a volta para o local aonde estávamos hospedados dizendo melhor assim, seria a pé, eu estava exausta, morta pra ser mais sincera, mas não tinha outro jeito, era isso, ou nada. Katia e Maike resmungaram, e eu adorei quando Cristiano os perguntou o que eles faziam ali, pois só reclamavam do que passavam. Senti que Vic estava quieta, e decidir deixá-la assim, pois só antes de irmos dormir que eu iria saber dela o que se passava. Uma hora, de caminhada, uma hora e chegamos. Cada um entrou em suas retrospectivas barracas e vi que Cristiano foi diretamente falar com Nana a senhora responsável por aqui, estava quase indo para barraca, mas parei ao ver o desespero dela, percebi que a morte de hoje mais cedo era de algum familiar seu, pois ela chorava e gritava falando sobre a perca. Algumas outras senhoras se aproximaram e amparara-la. Cristiano negava algo com a cabeça e ela batia no peito dele que a colocou sentada na cadeira. Alisou sua pele cansada e se afastou. Eu estava parada olhando a cena e quando dei por mim ele já estava em minha frente com uma expressão de raiva para mim.
Cris: Satisfeita? - me perguntou me tirando do meu transe.
Allana: O.. oqu..que? - eu gaguejei.
Cris: Isso tudo e culpa sua, voc√™ deu esperan√ßas a ela, aquele rapaz que morreu era seu neto, seu √ļnico parente vivo. Ela j√° estava aceitando a morte dele, mas a√≠ voc√™ chegou e encheu ela de esperan√ßas vazias. Que tipo de m√©dica voc√™ √© hein? Estudou mesmo¬†medicina, aonde j√° se viu da esperan√ßas de um paciente que voc√™ nunca nem viu. - ele cuspiu aquelas coisas na minha cara e saiu, entrando em sua barraca eu fiquei ali parada, assimilando as acusa√ß√Ķes. Demorei um tempo para entender tudo, e s√≥ depois de um tempo decidir ir atr√°s dele, n√£o ia deixar de me culpar assim. Caminhei cheia de raiva e entrei na barraca, o pegando desprevino j√° sem camisa.

#Cap13

Cris: Eu quero... - ele começou mais eu estendi minha mão o impedindo de continuar, sabia que era a hora de baixar a guarda, tinha que tentar fazer a nossa convivência melhorar ou aqueles três meses não seria tão bem trabalhados.

Allana: Doutor Cristiano, quero me desculpar por ontem. - disse soltando a respiração era verdade, me sentia mal por esta sendo não interpretada. - Posso ter transparecido para você algo que eu não sou,e essa não foi a minha intenção, eu estou aqui para ajudar, quero lhe ajudar no que for possível, quero que saiba que estarei aqui e sempre poderá contar comigo viu. - eu disse e ele ficou mudo, apenas me encarou por alguns segundos antes de falar.
Cris: Ok! Você é pediatra preciso que vejo uma criança que chegou aqui com nutrição baixa. - Porra, pasmei, ele nem se importou, ele simplesmente ignorou meu pedido de desculpas, não tava acreditando que era aquilo mesmo que vivia. - fiquei o olhando, chocada, mas decidir pedir a Deus paciência, reporei fundo, contei até dez e concordei em ir com ele, afinal eu tinha acabado de dizer que estava ali para ajudar. Fomos caminhando lado a lado, e ele nada dizia. Também não tentei puxar assunto, se ele queria que nossa convivência fosse assim... que seja.

Passamos o dia todo fazendo atendimento, o doutor Cristiano fez duas cirurgias com a ajuda de V√≠tor, Vic assim que terminou seus curativos veio me ajudar com algumas crian√ßas, estava fazendo anota√ß√Ķes sobre elas, e como eram varias foi bastante trabalhoso e cansativos. Os demais fizeram anota√ß√Ķes do que precisar√≠amos nos dias seguintes e assim chegou o hor√°rio de irmos embora.
Vi que Cristiano dava algumas ordens para algumas mulheres, outras pegaram um transporte para ir até outra cidade, e foi ali que entendi que aquele local era uma espécie de hospital do povo. Aonde aquele homem sozinho, tentava ministrar os atendimentos, tentava cuidar de toda aquela população sofrida.

#Ps:. Bom dia Amores ūüĆ∑

Amores me contem, o que est√£o achando da fic? Quero saber tudo de verdade, eu estou amando escrever, adorando abordar esse tema. E voc√™s me digam a√≠, tamb√©m est√£o curtindo? ūüĎÄ

Amanh√£ eu volto com mais bjus ūüėė.

#Cap12.

Não ficamos parados apenas olhando o que acontecia, corremos em direção que ele foi, e assim que entramos todos foram para perto dele mais eu parei, gelei com a cena que vi, me dei conta que estávamos em uma grande enfermaria, tinha cerca de trinta a quarenta pessoas estavam ali, muitas delas, deitadas em camas improvisadas. Meus olhos varreram mais um pouco de todo o local, e via que muitos estavam quase desfalecidos, quando sai da minha bolha, percebi que as meninas que estavam ao meu lado choravam por conta da cena deplorável que viam.
Katia logo saiu do local, eu amparei um pouco Vic a pedindo calma, V√≠tor e o demais ajudava o Dr¬į Cristiano a carregar o corpo sem vida que mais parecia uma penugem, o homem estava praticante no esqueleto. Eles sa√≠ram de nossas vistas e eu me virei para minha amiga que tremia em meus bra√ßos.

Allana: Ei, calma, está tudo bem, estávamos acostumados com isso, calma. - tentei acalma-lá. 
Vic: Não, Allana olha pra isso? Olha essas pessoas, eles vão morrer, porquê...porque... - eu a abracei, aquilo mais era uma forma de revolta que ela sentia, nós vivíamos aquilo, era natural, mas o problema era que nunca tínhamos vivenciado algo assim tão devastador de perto. Sai com Vic do alojamento e fiquei do lado de fora ficamos lá um bom tempo até terminar de enterrar o corpo do falecido.
Um enigma chamava as crianças pra mim, a maioria delas sempre se apresentavam e eu adorava aquilo.
Um tempo depois, Andr√©, Maike e Katia cuidavam das vacina√ß√Ķes nos adultos,pois que boa parte das crian√ßas j√°¬†haviam sido vacinadas, estavam ali, por causa da suspeita de sarampo. V√≠tor e Vic estavam com algumas enfermeiras angolanas cuidando dos doentes mais graves, alguns que vinham de outras cidades em busca de um cuidados. E eu? Eu estava brincando e rindo com algumas crian√ßa quando sentir a presen√ßa de algu√©m atr√°s de mim, e pela respira√ß√£o forte sabia que era ele. Me virei e l√° estava aquela cara amarrada mais uma vez pra mim.

Cris: Eu quero... - ele começou mais fiz sinal o impedindo de continuar, sabia que era a hora de baixar a guarda, tinha que tentar fazer a nossa convivência melhorar ou aqueles três meses não seria tão bem trabalhados

#Cap11

Vítor: Vamos... - ele viu Cristiano fazer sinal com as mãos.
Vic: Mais nem um café? Vamos sair sem comer nada? - ela reclamou.
Vítor: Precisamos ir - disse com receio.
Vic: Ah mais eu n√£o saio sem comer nada n√£o! - disse e de in√©dito j√° pegava uma banana na mesa. - Agora sim vamos. Eu sorrir, coloquei a crian√ßa no ch√£o e fui junto com eles at√© o √īnibus.
Est√°vamos entrando no mesmo quando Katia saiu da barraca correndo, ela estava de chap√©u, seu jaleco branco nas m√£os e uma cal√ßa jeans, o sapato? Ela estava de salto. Santo Deus, o que era aquilo, me segurei para n√£o rir, mas Vic, largou a gargalhada sem se importar com nada. E Dr¬į que claro n√£o iria perder uma, perguntou se ela sabia aonde estava. Katia ficou t√£o sem jeito, que n√£o disse nada, apenas embarcou no √īnibus, completamente sem gra√ßa, ela sabia que tinha abusado nas vestimentas, afinal n√£o est√°vamos indo a nenhum consult√≥rio m√©dico de Goi√Ęnia.

Durante o caminho fomos todos calados, O Dr¬į estupido era o √ļnico que falava, ele conversava com Isaac sobre algumas coisas da cidade, falava sobre comida, chuva, e algumas coisas mais que n√£o entendia. Falou sobre a sa√ļde de um paciente que pelo entendi estava morrendo. Isso √© t√£o triste de ouvir.
Com pouco tempo depois chegamos, descemos e ficamos esperando as coordenadas dele, o local estava cheio de pessoas, crianças e adultos magros, agonizando, reclamando de dor, muitas delas estavam com feridas expostas e, uma tristeza imensa no olhar. Algo totalmente diferente do que vi quando cheguei. As lágrimas começam a invadir meus olhos e rapidamente eu as limpei, pois tudo que aquele povo não precisava era de desmotivação. Vítor ia perguntar o que nós faríamos quando todos nós fomos surpreendidos por uma mulher chamando Cristiano, ela falava em uma língua um pouco desconhecida para mim, mas pude entender bem que alguém estava morrendo. Ele saiu correndo, nos deixando parados, sem saber como agir, era a primeira vez que eu o via agir humanamente desde que o vi.

#Cap10

V√≠tor: Olha, estamos aqui, para seguir ordens dele, Viemos ajudar, n√£o adianta bater de frente, as coisas aqui funcionam a anos porque ele se dedicou a ficar aqui,para ajudar essas pessoas, e n√≥s devemos seguir o que ele diz, ent√£o... Vamos tentar fazer¬†as coisas do jeito dele. - ele disse e vi o Dr¬į estupido sair de sua barraca. Ele nos olhou , e logo retirou a vistas, passou quase que ao nosso lado, e quando eu pensei que ele iria usar ao menos a sua educa√ß√£o me enganei, eles nos ignorou, e passou direto, nem um bom dia... Olhei pra V√≠tor e ele j√° sabia o que eu ia dizer ent√£o se adiantou. - Por favor, vamos ao menos tentar, agora corre¬† apressa as meninas a√≠, sa√≠mos em... - olhou no rel√≥gio - 12 minutos, e se n√£o formos com ele, n√£o tem como ir depois e longe daqui o local. - eu concordei e voltei para barraca. Vic j√° se arrumava, Katia ainda escolhia uma roupa, olhei para ela com desgosto e peguei algo para¬†vestir. T√≠nhamos uma bacia dentro do local onde est√°vamos, fiz um r√°pido asseio e em seguida sai acompanhada da minha amiga que j√° estava pronta.

Assim que saímos da barraca uma chuva de crianças nos cercou, Vic sorriu, e eu também, elas eram tão amáveis, tão carinhosas, me abaixei e coloquei uma pequenina nos braços, ela sorriu e segurou no rabo de cabelo que eu havia feito nos cabelos. Beijei seu rosto, arrumei seu vestido e caminhei com ela até onde todos estavam. Maike reclamava do calor e André conversava com Vítor. Olhei em volta e vi que o doutor estudioso falava com Isaac sobre algo que não deu muito bem para entender.

André: E a Katia?
Vic: Ela ta se produzindo, acho que pensa que está na América, tá trocando os continentes, só pode.- ela ironizou e eu rir, verdade seja feita, era frescura demais pra um lugar como aquele.
Vítor: Vamos... - ele viu Cristiano fazer sinal com as mãos.
Vic: Mais nem um café? Vamos sair sem comer nada? - ela reclamou.
Vítor: Precisamos ir - disse com receio.

#Cap09

@Acordei de manh√£ com V√≠tor nos chamando, o dia ainda n√£o estava t√£o claro como pude perceber, e eu sentia um peso enorme sobre o meu corpo, e olhos, estava cansada, talvez porque tinha demorado a pregar os olhos na noite anterior pensando em tudo que tinha acontecido, e o corpo por conta dos sacolejos que o √īnibus fez. Vi Katia resmungar, ela reclamava a todo instante daquela viagem,¬†do ougar, da comida, do banho, nossa eu estava quase a colocando de volta em um avi√£o para o Brasil, ela estava sendo o verdadeiro p√© no saco como se diz. Nem parecia ser uma m√©dica, com tamanha frescura.
Vic também resmungou algumas coisas mais era inevitável não se levantar, Vítor não parava de nos chamar e eu sabia que devia ser sobre a nossa saída. Então, levantei e o respondi o avisando que já tínhamos o ouvido, e em seguida sair.

Allana: Oi, Bom dia Vítor - disse assim que coloquei meu corpo ao lado de fora, analisando que o dia raiava.
V√≠tor: Voc√™s tem 20 minutos para ficarem prontas, vamos sair de carro para o local da vacina√ß√£o, o Cristiano ‚Äú hum... j√° o chamava pelo nome‚ÄĚ disse que precisamos ir logo para que as enfermeiras possam descansar, parece que elas passam a noite com os doentes. - ele concluiu e eu vi que a maioria dos¬†moradores ali j√° estavam de p√© como ele, at√© grande parte das crian√ßas tamb√©m, muitas delas, brincando em volta de uma grande panela, talvez estivessem esperando o caf√©.

Allana: Você conseguiu conversar com aquele homem? - Eu tinha que perguntar, tava ansiosa pra saber.
Vítor: Lana - ele passou a mão no rosto e eu sabia que lá vinha. - Eu conversei com o médico Cristiano ontem, e ele ficou muito chateado porque soube que você deu esperanças a esse povo aqui, disse ia curar todos os infernos, ele disse que você também foi arrogante com ele.

Allana: Eu? Quem foi arrogantemente comigo foi ele. - disse irritada, além de tudo ele era um mentiroso, estava querendo se fazer de vítima.

Vítor: Olha, estamos aqui, para seguir ordens dele, Viemos ajudar, não adianta bater de frente, as coisas aqui funcionam a anos porque ele se dedicou a ficar aqui,para ajudar essas pessoas, e nós devemos seguir o que ele diz, então...

#Cap09

Cris: Mais será possível? - ele ficou de pé me olhando feio e eu me assuste, pois ele tinha o mesmo olhar que eu, de raiva, e antipatia.
Vítor: Allana... - ele apareceu do nada atrás de mim segurando meus ombros, como se quisesse apaziguar alguma situação. - O que faz aqui? - ele olhava para o médico atentamente.

Allana: Fui avisada que o médico aqui, queria nos ver. - apontei para o azedo. Algumas mulheres nos olhavam um tanto assustadas. Será que elas nunca tinham visto alguém discutindo, brigando?
V√≠tor: Ah sim. - ele soltou meus ombros - Eu sou V√≠tor Leonardo, m√©dico do hospital geral de Goi√Ęnia, sou cirurgi√£o. - Eu e Cristiano continu√°vamos nos encarando, n√≥s parec√≠amos duelar o olhar para v√™ quem escurecia primeiro, e n√£o seria eu que ia mostrar fraqueza para ele. - Viemos em uma excurs√£o trazer¬†a entrega das vacinas e medicamentos, tamb√©m vamos ficar aqui por tr√™s meses - V√≠tor disse aquilo e o nosso duelo de olhar imediatamente acabou, o Dr¬į estupido olhou ele de forma como se n√£o estivesse gostado muito do que ouviu, mais que diabos havia de errado com ele, est√°vamos aqui para ajudar. Ajudar, ser√° que ele n√£o entende isso. Caramba! Pensei cansada - Estamos aqui para o que for preciso. - concluiu V√≠tor esticando as m√£os pra ele que pegou! ‚Äú filho da mae‚ÄĚ pensei morrendo de raiva, e sai de l√° pisando fundo, n√£o podia criar uma briga desnecess√°ria com aquele homem que mandava ali, que eu fiquei muito puta com aquela atitude dele, fiquei mais nada adiantaria falar nada. Sabia que eles estavam¬†me olhando, mas n√£o me importei, segui para minha barraca e me joguei numa esp√©cie de cama feito por uns colchonetes que foi improvisado em cima de uns caixotes.

Pela primeira vez, tive que baixar a guarda para algu√©m que me tratou mal! Pela primeira vez deixei um imbecil pisar em mim. ‚Äú Que √≥dio‚ÄĚ pensei e fechei os olhos para dormir, mas as imagens dele me encarando ficaram por um bom tempo rondando minha mente.

#Cap08

ALLANA NARRANDO
Meu Deus, que diabos foi isso? O que esse homem pensa que é, um Deus? Ah faça me um favor, quanta falta de educação, estartando tempo aqui, que parece que não sabe mais o que é civilização. Fiquei brigando com meus pensamentos, até que percebi que o Isaac me olhava, devia está me achando uma louca, já que eu pensei alto. E muito provavelmente estava com a cara em feia.
Isaac: N√£o liga n√£o doutora, o Doutor Cristiano tem ci√ļmes dos pacientes dele, ele gosta de trabalhar sozinho mesmo, sempre quando vem m√©dicos pra c√°, ele fica assim, rude, arisco. Mais √© um cara gente boa. ‚Äú duvido muito pensei.

Allana: √Č, mas ele t√™m que entender que n√≥s viemos para ajudar, estamos aqui para ajudar a ele, ajudar a todos que est√£o aqui e precisam de n√≥s. - bufei olhando para tr√°s vendo para aonde o Dr¬į estupido seguia. Eu at√© queria deixar pra l√°, esquecer toda aquela grosseira dele, mas as minhas pernas me pediam para eu ir at√© l√°, ir at√© ele, a minha l√≠ngua co√ßava para dizer poucas e boas aquele ser, que estava olhando apenas para o seu pr√≥prio umbigo. E foi tomada por aquelas altas emo√ß√Ķes que estavam dentro de mim, que eu obedeci os comandos do meu corpo, e decidir ir at√© ele, enrolei melhor o cobertor sobre os meus ombros e comecei a andar em passos largos. O azedo estava sentando em uma mesa ao lado de fora de uma casa, de barro, aparentemente jantando. Percebi que Isaac corria para conseguir seguir os passos firmes. Ele estava tentando me alcan√ßar, talvez para tentar me impedir de dizer algo ao m√©dico Deus da Angola.
Allana: O que h√° com voc√™ Dr¬į Ara√ļjo? - perguntei bufando de raiva por dentro, ele estava com a cabe√ßa baixa e a colher nas m√£os, mas, soltou de imediato para me olhar.

Cris: Mais será possível? - ele ficou de pé me olhando feio e eu me assuste um pouco confessos, pois ele tinha nos olhos o mesmo olhar que eu, de raiva, e antipatia.

V√≠tor: Allana... - ele apareceu do nada atr√°s de mim segurando meus ombros, como se quisesse apaziguar alguma situa√ß√£o. - O que faz aqui? - ele olhava para o o Dr¬į Ara√ļjo atentamente.

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