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Erick Vinicius 

Certas histórias nasceram para serem contadas no cinema. Sim, Sete Minutos Depois da Meia-Noite surgiu como literatura, mas acredito que até mesmo o autor Patrick Ness concordaria que apenas a tela grande poderia dar vida ao seu conto de forma plena. Claro que qualquer livro conta com a inestimável contribuição da imaginação do leitor, mas a riqueza visual que o diretor espanhol J.A. Bayona traz para a história nessa bela adaptação fazem do cinema a mídia ideal para a trama fantástica envolvendo o garoto Conor O’Malley e a criatura que o ajuda a crescer.

Roteirizado pelo próprio Ness, Sete Minutos Depois da Meia-Noite já começa deixando claro se tratar de um conto de amadurecimento – ou, como os americanos chamam, um “coming-of-age” story –, quando a voz inconfundível de Liam Nesson diz que estamos diante de uma história sobre um garoto que “é muito velho para ser criança e muito jovem para ser um homem”. A partir daí, o espectador um pouco mais doutrinado já sabe exatamente como a trama irá se desenrolar, o que não chega a ser um problema. Se o filme traz poucas surpresas em termos de reviravolta de enredo, os realizadores compensam com uma história contada de maneira sensível, com personagens bem construídos, forte senso estético e um equilíbrio quase perfeito entre os temas mais pesados da trama e o lado fantástico.

Encontrar esse ponto de intersecção entre os variados assuntos talvez tenha sido o grande desafio de Bayona e Ness. Sete Minutos Depois da Meia-Noite é, ao mesmo tempo, um filme sobre o câncer, um relato de amadurecimento e uma história de fantasia, conceitos que podem parecer incongruentes quando enunciados na mesma frase. No entanto, a obra é extremamente hábil ao navegar entre esses elementos, fazendo com que um complemente o outro, usando um trunfo para aglutinar toda a narrativa: a cuidadosa construção dos personagens.

No desenrolar do filme, fica claro que uma das principais mensagens da história é a de que as pessoas sempre são mais complexas do que parecem ser. Como é dito em certo momento pelo monstro: “Nem sempre há mocinho e nem sempre há vilão. A maioria das pessoas está no meio disso.” O bom é que Bayona e Ness entendem isso e c

 Na obra o Banquete, do filósofo grego Platão encontramos o Mito do Andrógino.

Não entenda mito como mentira, fábula ou conto de fadas. Os mitos são histórias nascidas da alma coletiva dos seres humanos ( segundo Jung são Arquétipos). Intuições profundas da mente inconsciente transformadas pela magia das palavras em contos, lendas e mitos.
O andrógino, mais do que ser um e outro, homem (andros) e mulher (gynos), como a maioria em geral pensa, é um só ser.

Andrógino é o ser quase perfeito porque, assim como os deuses, ele contém em si mesmo todas as oposições, ele se basta a si mesmo, é completo e fecundo, dá a luz a si próprio. Em muitas mitologias, assim como na Bíblia o primeiro homem era um ser andrógino.

No início, a raça dos homens não era como hoje, era diferente, não haviam apenas dois sexos. Segundo o livro "O Banquete", de Platão, existiam três criaturas míticas proto-humanas.
No livro, o comediógrafo Aristófanes descreve como haveriam surgido os diferentes sexos.

Havia antes três seres: Andros, Gynos e Androgynos, sendo Andros uma entidade masculina composta de oito membros e duas cabeças, ambas masculinas, Gynos entidade feminina mas com características semelhantes, e Androgynos composto por metade masculina, metade feminina.

Meu cacto.

Clarice LIspector.

deusa-mãe : é uma deusa, por vezes associada à Mãe Terra; é representada como uma deusa geradora da vida, da natureza, águas, fertilidade e cultura; geralmente sendo a generosa personificação da Terra. Conhecidas como qadesh (sagrado) [1] na maioria das civilizações pagãs as deusas são criadoras do Universo, geram a vida, a cultura, a agricultura, a linguagem e a escrita, resultando numa complexa estrutura teológica, tais como: a deusa hindu Sarasvati, honrada como inventora do alfabeto original; a deusa celta da Irlanda, Brígida, honrada entre os celtas como deusa da linguagem; deusa Nidaba[2] da Suméria (civilização tradicionalmente definida como berço da cultura da escrita), como aquela que inicialmente inventou a escrita cuneiforme e a arte da escrita (a escriba oficial da Suméria também era uma mulher: Enheduana).

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