carolchafauzer carolchafauzer

1219 posts   250767 followers   158 followings

Carol Chafauzer  ▪️carol@carolchafauzer.com.br ▪️Control your words, my freedom belongs to no one

(Parte V) • Lembra quando disse que meu silicone mudou muita coisa pra mim? Pois então: fiquei com corpo proporcional, e 2 meses depois fiz meu primeiro catálogo, e era de biquíni na praia. Logo usei essas fotos como portfólio - o que atraiu mais e mais catálogos. E assim acabei saindo cada mês mais dos eventos e focando na parte comercial. Eu tinha 20 anos e amava fotos, só não sabia posar nem fazer carão - nem salto alto sabia usar. Mas fui treinando no espelho em casa, na selfie do celular - tinha comprado o tal iPhone 4S, por conta do fluxo de e-mails que apareceram, e então criei o Instagram. O evento que pagava melhor era o salão do automóvel - eram cerca de 14 dias e você ganhava em média de 6 a 7 mil reais. Era foda ficar num salto 15 extremamente desconfortável por 10h, aguentando calor, frio, fotos incessantes e xavecos baratos. Fora que as meninas começavam a chegar 4h antes do início do trabalho para se arrumar - dependendo da empresa, eram 30 meninas. Meu humor não era dos melhores - dava patada quando precisava - e voltava pra casa pisando torto de tanta dor no pé por ficar horas no salto. Era uma irritabilidade absurda pra todos ali: equipe, produção, dezenas de modelos juntas, agência, coordenador, diretor, todos enlouqueciam - tente conviver com esse bando de mulher o dia todo por semanas, você pira. Teve uma vez que eu era destaque da marca, tinha que ficar com sorriso no rosto e simpática o dia todo, afinal você era uma peça importante ali. Pedi um redbull pra coordenadora e ela negou. O diretor que era meu amigo de outros trabalhos já, me liberou. Ela ficou puta e tirou satisfação com ele, logo tomou a resposta: "preste bem atenção na maneira que fala comigo, o cliente aqui sou eu, se elas quiserem redbull, dê a elas" - ele sabia bem que a nossa cara de cansaço não era nada bom pra empresa e para os convidados - um tratamento legal da equipe com as promotoras, fazia o job rolar tão leve, tão divertido, que dava um retorno ótimo! Enfim, chegava o dia do pagamento e o que você faria? Eu guardava, guardava mesmo.. não sei as outras mas vi meninas gastando TUDO em shopping e em bolsa Chanel [...]

Semana de muito trabalho chegando ao fim aqui em Maringá! Amanhã tem mais 💋
.
.
#maringa #parana #hair #hairstyles #makeup #model #modeling #underwear #lingerie #bridesmaids

Conjuntinho @docemaria_oficial

O vestido mais lindo 💙 @zenoficial
@diogoperezfoto

O que acham de um sorteio desse vestido maravilhoso?? 🖤
.
.
Black dress • @zenoficial
Shoes • @cecconello_
Photo • @diogoperezfoto

Que festa! Que vibe! Parabéns meninos, foi literalmente SURREAL! • w/ my babe @biancaviegas 💕🦄 #festasurreal #brasilia #melhorfestadavida

🖤
Macacão @cashierestilo
Bota e bolsa @cecconello_

(Parte IV) • Fazer eventos é legal, é fácil - você muda de chefe todo dia, muda de ambiente, de colegas de trabalho, não precisa ter diploma e nem curso, e você ainda recebe cachê por dias trabalhados - podendo assim escolher quando quer trabalhar ou não. Claramente atrai interesse de qualquer um, não é mesmo? Por outro lado não é legal - infelizmente trabalhei com várias pessoas que, se deixasse, ficaria com fome, frio ou me esnobariam. Só porque era uma promotora de eventos. No começo eu engolia, segurava aqui e ali, mas não demorou muito pra eu começar a bater meu pé. Um dia eu tremia de frio usando um vestido numa feira e a tal chefe do dia disse: frio é psicológico! (e veio eu no meu bate-pronto) É mesmo? Então porque você tá usando meia calça? - ela calou-se, mas pouco se importou comigo ali. Isso acontece direto, você fica doente e perde os próximos trabalhos. Sem contar no mau humor e a cara de cú que você trabalha, isso não fica bem nem pra você nem pra empresa. Mas você tá ali, porque precisa da grana né? Até que uma hora você explode. E eu explodi em vários trabalhos. E cada vez fui selecionando os próximos jobs que eu aceitaria ou não. Ah, e claro, saía como a errada, por sempre ser a voz do grupo nesses eventos. Nunca gostei de ficar calada se tem algo me incomodando (fome e frio então nem se fala). Outras coisas que me faziam jamais viver de eventos eram ouvir de meninas que ABANDONAVAM a faculdade pra ter mais tempo de fazer jobs. Sério isso? Sem falar no percentual ABSURDO de pessoas que não tinham conteúdo cerebral algum para conduzir qualquer conversa produtiva. E eram muitas que eu trabalhava dia após dia. Mulher bonita tem um monte, mulher interessante é raridade. Mas tinha homem também viu? Varias vezes eu preferiria ser surda do que ouvir algumas conversas. Estudo, conteúdo, inteligência, informação.. isso desarma qualquer um que acha que você é só um rostinho bonito - porque é isso que todos acham. Se mostre diferente! Juro que conheci pessoas que trabalhavam nisso há mais de 16 anos, apenas como promotora de eventos. Eu aguentei bastante até (4 anos), mas aquilo me esgotava física e psicologicamente [...]

Verniz e @passarela 🖤 #allblack

(Parte III) • Quando terminei aquele meu primeiro namoro, meu pai quis me dar um carro pra usar. E eu recusava, me virava bem de ônibus e pra mim aquilo bastava, um carro seria desnecessário - até porque eu morria de vergonha de ter que pedir 10 reais pra combustível. Mas era uma vontade dele, e então semanas depois, escolhemos um simples e usado, que veio lá da Bahia. Esse aí me aguentou 4 anos, um Ka 2009. Mesmo tendo carro eu o deixava na garagem por meses parado, até mesmo trabalhando. Na época eu usava bilhete único, compensava demais. Lembro que custava 1,40 e ainda usava integração que não paga nada. Mais uma maneira de economizar bem. Enquanto eu trabalhava, passava a maior parte do tempo no trem do que na minha cama. Acordava 4am pra estagiar no hospital, saía direto pro trabalho (que cada dia era num lugar de SP) e só conseguia deitar meia noite. Tudo era longe. Ainda mais morando na ZL. E os trens não tinham essas conexões como a linha amarela de SP como hoje. Então tudo demorava demais - e acabei fazendo grande parte do meu TCC no metrô mesmo. Foi uma pesquisa científica publicada. Eu nem sequer tinha um iPhone, então eram livros e livros pesados sendo carregados. Mas então, aos 21 anos, conclui a faculdade, e sem DP alguma. Eai vinha aquela cobrança dos pais - não vai exercer não? Vai entrar numa pós? - aquele papo de cobrança e momento robô onde todos crescem, vão pra escola, trabalham e morrem. Calma. Tudo acontece na hora certa. Um passo de cada vez. E eu não senti que tinha que engatar como meus pais queriam. Eu sentia sede do mundo, sede de mais do que rotina. E então foquei no que me tava dando grana no momento: eventos. [...]

follow this page in feedly

Most Popular Instagram Hashtags